sexta-feira, 22 de abril de 2011

Enxaqueca


A enxaqueca é uma doença muito comum, afetando 35 milhões de brasileiros, especialmente entre os 15 e 55 anos de idade. As mulheres são 3 vezes mais afetadas que os homens e 70-80% das vítimas do transtorno possui pessoas na família com o mesmo problema. As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por uma série de situações e substâncias, que recebem o nome de “gatilhos”. Estes gatilhos podem ser representados por excesso de claridade, emoções fortes, estresse excessivo, depressão, alterações no sono, mudanças nos horários das refeições ou consumo de alimentos muito gordurosos, entre outros.

As Crises

A dor de cabeça típica da enxaqueca é uma sensação latejante de “pressão para fora”, como se a cabeça fosse explodir. A localização pode variar entre uma crise e outra. A dor também pode acometer a região dos dentes, a face e a nuca, podendo ser confundida com problemas dentários, sinusite ou problemas na coluna. Náuseas, vômitos, dificuldade para enxergar na claridade, irritabilidade, ansiedade e depressão também podem ocorrer. Aproximadamente 1 de cada 5 pessoas afetadas experimenta auras, manifestações associadas à enxaqueca que assinalam a aproximação de uma crise. As auras costumam causar alterações visuais, incluindo sensação de linhas onduladas, pontos luminosos ou visão escurecida, e podem preceder a crise de enxaqueca em 20-60 minutos. Sensação de formigamento na face ou nos braços e dificuldade para falar também são outras manifestações comuns das auras. Na maioria dos casos, as crises duram de 4 a 72h, interferindo profundamente com as atividades diárias.

O Diagnóstico

O diagnóstico é feito através do exame médico. Exames como radiografias, tomografias, ressonâncias e eletroencefalogramas podem ser solicitados para excluir outras doenças com manifestações semelhantes (p.ex.: derrame, aneurisma cerebral, hemorragia intracraniana, meningite, epilepsia, tumores, etc), mas não existe um teste específico capaz de confirmar a presença de enxaqueca.

O Tratamento das crises

Muitos fatores podem contribuir para a ocorrência das crises de enxaqueca. Evitar o contato com estes gatilhos é fundamental para reduzir o número e a intensidade dos ataques. Durante as crises, podem ser utilizados analgésicos como paracetamol, AAS e ibuprofeno, ou substâncias específicas direcionadas para o tratamento da enxaqueca, como a dihidroergotamina ou o sumatroptano. O tratamento deve ser individualizado ao máximo e apenas o médico está capacitado para determinar o medicamento ou a combinação de medicamentos mais indicada para cada caso.

O Tratamento preventivo

As medicações preventivas estão indicadas para as pessoas que apresentam ataques frequentes de enxaqueca (3 ou mais ao mês) e que não respondem bem ao tratamento das crises. Os principais medicamentos utilizados para prevenção incluem beta-bloqueadores (p.ex.: propranolol e atenolol), anticonvulsivantes (p.ex.: ácido valpróico, topiramato e gabapentina), bloqueadores de canais de cálcio (p.ex.: verapamil e anlodipino), inibidores de recaptação de serotonina (p.ex.: fluoxetina, paroxetina e sertralina) e antidepressivos tricíclicos (p.ex.: amitriptilina, nortriptilina e desipramina). Todos estes remédios possuem indicações muito específicas e efeitos colaterais potencialmente danosos, não devendo ser utilizados sem orientação médica restrita.

Outras medidas preventivas

Evitar as substâncias e situações capazes de desencadear as crises é uma medida prática e eficaz. Dentro do possível, recomenda-se evitar bebidas alcoólicas, adoçantes artificiais, cafeína, chocolate, queijos, alimentos gordurosos, glutamato monossódico (presente em muitos temperos), nitratos e nitritos (presentes em salsichas e outros alimentos processados), cebolas, laranjas e tomates. Alguns fatores relacionados aos hábitos de vida também merecem uma atenção maior: alergias, períodos prolongados de jejum, exposição a luzes intensas, fumaça de cigarro ou odores fortes, falta de um padrão de sono regular e alterações nos níveis de estresse podem ajudar no desenvolvimento das crises. O mesmo vale para pílulas anticoncepcionais contendo estrogênios e certos medicamentos utilizados para reduzir os sintomas da menopausa. Para aliviar as crises de enxaqueca, além de tomar as medicações receitadas pelo seu médico, você também pode fazer o seguinte:

Repousar em locais frescos e escuros.

Recostar é melhor que se deitar.

Colocar gelo sobre as áreas dolorosas dá algum alívio.

Beber muita água e comer moderadamente, evitando alimentos muito temperados ou condimentados. É importante lembrar que a avaliação médica é essencial em todos os casos.


Referências Bibliográficas 1. Silberstein S, Tfelt-Hansen P, Dodick DW, Limmroth V, Lipton RB, Pascual J, Wang SJ; Task Force of the International Headache Society Clinical Trials Subcommittee. Guidelines for controlled trials of prophylactic treatment of chronic migraine in adults. Cephalalgia. 2008 May;28(5):484-95. 2. Hurtado TR, Vinson DR, Vandenberg JT. ED treatment of migraine headache: factors influencing pharmacotherapeutic choices. Headache. 2007 Sep;47(8):1134-43. 3. Gagne JJ, Leas B, Lofland JH, Goldfarb N, Freitag F, Silberstein S. Quality of care measures for migraine: a comprehensive review. Dis Manag. 2007 Jun;10(3):138-46. 4. Láinez JM, Castillo J, González VM, Otero M, Mateos V, Leira R, Pascual J; Grupo de Estudio de Cefaleas de la Sociedad Española de Neurología. Recommendations guide for the treatment of migraine in the clinical practice. Rev Clin Esp. 2007 Apr;207(4):190-3. 5. Silberstein SD. Preventive treatment of migraine. Trends Pharmacol Sci. 2006 Aug;27(8):410-5.

Fonte: universo-online

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