sexta-feira, 24 de julho de 2009

Como preparar água para beija-flores

Compramos um bonito bebedouro, enchemos com água e açúcar, instalamos num local propício e, ao invés de beija-flores, atraímos um monte abelhas! Este e outros problemas realmente podem ocorrer nos bebedouros. Outro problema bem comum é a fermentação da mistura, que pode até prejudicar s pássaros. Veja como é possível evitar estes problemas:
Proporção açúcar/água - A alimentação artificial complementar de beija-flores é feita com uma mistura de quatro partes de água filtrada para uma parte de açúcar, medidas em volume. Por exemplo: em 100 ml da mistura, teremos 80 ml de água e 20 ml de açúcar. O excesso de açúcar é desperdício, mas não chega a causar problema aos animais. O açúcar fornece energia, mas as aves continuam necessitando buscar insetos e pequenas aranhas para sua dieta em proteínas.
Limpeza - A falta de higiene nos bebedouros faz mal e até mesmo pode matar os beija-flores. Os bebedouros devem ser muito bem limpos e a água açucarada trocada diariamente. Assim, se evita o crescimento de um fungo que se instala na garganta da ave e pode causar sua morte por sufocação. Devemos ter dois bebedouros para usar em cada ponto de alimentação. Remove-se para limpeza o que foi usado e se coloca com mistura nova, o bebedouro já limpo no dia anterior. Como fazer a limpeza: retire o bebedouro sujo, lave com água corrente, escove onde haja depósito de sujeira e pontos pretos de fungo. Coloque de molho por 20 minutos em recipiente com água misturada com um pouco de água sanitária. Enxágüe bem e deixe secar para reutilização no dia seguinte.
Como evitar as formigas - No caso de formigas visitarem o bebedouro, é só passar vaselina no gancho e arame que o penduram, para que elas não passem.
Como evitar as abelhas - Quando abelhas começarem a visitar o bebedouro a proporção de açúcar pode ser diminuída. É que o beija-flor aceita água com menos açúcar, mas ela passa a ser desinteressante para as abelhas. As abelhas só aparecem em algumas épocas do ano, quando faltam flores no ambiente para sua alimentação. Após algumas semanas, as flores voltam à região, as abelhas não precisam mais do açúcar e desaparecem. Repelente natural de abelhas - Se a diminuição na concentração de açúcar na mistura para os beija-flores não for suficiente para espantar as abelhas, pode-se usar um repelente natural. A receita é a seguinte: 1 colher de sopa de vinagre + 1 colher de sopa de azeite + ¼ de dente de alho. Amasse o alho com um garfo e vá juntando os outros ingredientes, homogeneizando a mistura. Encha o bebedouro limpo com a solução de açúcar e, antes de pendurá-lo no ponto de alimentação, passe o repelente com pincel onde pousam as abelhas (flores de plástico e em torno do furo). Não deixe misturar com a solução de açúcar. A sobra do repelente pode ser guardada em geladeira por alguns dias para reutilização. Antes do reuso, deixe em temperatura ambiente por alguns minutos, misture bem seus componentes (homogeneizar) e então pincele no bebedouro.
Aves - O beija-flor-tesourão (Eupetomena macroura) que mede cerca de 19cm, é escuro e de rabo comprido, às vezes se apossa do bebedouro e não deixa mais nenhuma ave ali beber. É o dono do local! Neste caso, pode-se colocar outro ponto de alimentação um pouco mais afastado, para permitir que as outras aves também tenham oportunidade. No bebedouro para beija-flores, também podemos receber a visita de muitas cambacicas ou sebinhos (Coereba flaveola), de sanhaço-de-coqueiro (Thraupis palmarum), de saí-azul (Dacnis cayana) e de outras aves que se alimentam de néctar. Podemos anexar um poleiro ao bebedouro, para facilitar o acesso a estas outras aves. Ele pode ser um palito de churrasco, ou pauzinho japonês, atravessado na base oca do bebedouro. A finalidade do bebedouro para beija-flores é atrair estas aves para os jardins, varandas, janelas.
O bebedouro não substitui as necessidades nutricionais dos beija-flores, já que o néctar tem outros nutrientes além do açúcar e, além disso, os beija-flores se alimentam também de pequenos insetos e artrópodes, de onde obtêm proteínas.
Aprenda a fazer um bebedouro com garrafa PET: Peque uma garrafa de plástico de refrigerante ou água mineral, tipo descartável (PET), de 500 ml ou menor. Esquente um prego bem fino e faça um furinho na base da garrafa. Pinte em torno do furinho com esmalte vermelho. Pendure a garrafa com um arame ou barbante forte.
Em tempo: Os bebedouros para beija-flores já foram incriminados como causadores de candidíase oral nesta aves, o que, entretanto, não está comprovado científicamente. Para saber mais, acesse o link http://www.ib.usp.br/ceo/mitos/mitos.htm
Fontes de pesquisa: Ambientalista Plínio Senna, do Clube de Observadores de Aves do Rio de Janeiro - COA/RJ Luiz Fernando Figueiredo, do Centro de Estudos Ornitológicos
Site recomendado: http://www.ib.usp.br/ceo

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A lenda do beija-flor

PhotobucketO Brasil é denominado paraíso das Aves, pois abriga cerca de 1700 espécies, ao qual corresponde quase a sexta parte de todas as espécies do globo terrestre. Nenhuma parte do mundo, nenhum outro país, apresenta números iguais a estes. Sendo assim, ocupa lugar importante nas ideias e fantasias da população, dando espaço aos mitos, superstições e lendas do povo.

A ave impressiona pelas cores vivas que apresenta. Considerado um ser inatingível, senhor dos Ares, que participa da rapidez do pensamento dos poetas, reveste-se também de caráter extraordinário e religioso aos olhos mortais dos homens plantados à terra. Tanto que na antiguidade estas aves eram veneradas e anunciavam a vontade dos deuses. Seu voo representava as relações entre o céu e a Terra. Mas, os pássaros simbolizam ainda, os estados espirituais: os anjos, os seres superiores do ser e do pensamento. Os pássaros azuis da literatura chinesa dos Hã, por exemplo, são fadas imortais, mensageiras celestes.Uma das aves mais lindas, é sem dúvida, o rutilante Beija-flor, conhecido também sob o nome de colibri. A família dos Beija-flores é numerosa existe cerca de 330 espécies nos três continentes americanos, sendo que no Brasil há aproximadamente 150 espécies.

Entre todos seres vivos, o beija-flor é o mais belo quanto a forma e o mais esplêndido quanto a sua coloração. A cor de todas as pedras preciosas acham-se aqui representadas, assim como incandescentes, refulgentes, cintilantes, brilhantes são expressões usadas para descrever esta obra prima da natureza. Leveza, ligeireza, agilidade, graça e rico ornamento, de tudo foi dotado este pequeno pássaro. A esmeralda, o rubi, o topázio cintilam em sua roupagem, que ele nunca suja com o pó da terra, porque durante toda a sua vida etérea , dificilmente toca o chão, permanecendo de flor em flor, e através de delicados beijos retira o néctar que o alimenta. Também, parecem acompanhar o Sol, avançando e retirando-se no doce bailado de uma eterna primavera. Quem não pára para admirar, ao perceber uma dessas amáveis criaturinhas quando rapidamente voa, zumbindo os ares e segurando-se no espaço como por encanto, ou quando adeja de flor em flor, brilhando como se fosse um fragmento do arco-íris?

No Rio Grande do Sul há entre outras, uma espécie de um modesto verde pardacento escuro pelo dorso e bico vermelho-alaranjado, chama atenção por sua voz que lembra o estalo de um beijo. Os vôos febris dos beija-flores são tão rápidos que aparece e desaparece num instante sem se saber de onde veio e para onde foi. Os guaranis deram-lhes o nome significativo de "guainumbi"que se pode derivar de "guai" e "aibi", que passa de súbito, ou de: "guira" e "mimbig", pássaro cintilante. Seus movimentos são dois, embora diversos, ambos exclusivamente próprios deste originalíssimo volátil: um é como o esfuziar de uma bala, o outro é pairar no ar, no mesmo lugar agitando com tanta velocidade as asa parecendo que uma nuvem envolve seu pequeno corpo. Este movimento, produz a impressão do mágico e explica as denominações e correlações que lhes feitas, equiparando-os à fadas e gnomos.

Há uma lenda que diz que o beija-flor era originalmente uma borboleta, que pouco a pouco foi vestindo-se de penas, a princípio negras, depois cinzentas e logo rosadas e finalmente douradas tão resplandecentes que no sol parecem um conjunto de todas as tintas. Desta lenda decorre também que a idéia da teoria de descendência não é nova. O Beija-flor, ou Colibri representou um papel importante no antigo México. Aqui é hora de salientar a dimensão sobrenatural deste pequeno pássaro. Para os astecas, o colibri era, um pássaro psicopompo, já que nesta forma, ou na de borboleta, é que as almas dos guerreiros mortos desciam novamente para a terra. O beija-flor também era considerado o autor do calor do sol. Huitzilopochtli, o Mago Colibri, o terrível deus da guerra da belicosa nação asteca, traz no seu nome "opochtli" . Era considerado também um deus do fogo, da luz ou do sol, por isso é que o xincoatl, a serpente inflamada do céu, figurava como o "nagual" do deus da guerra e do deus do fogo.

O mais curioso é sua relação com o "huitzitzilin", o Beija-flor. Esta relação se esprime antes de tudo pelo nome do deus que significa "opochli" do Beija-flor ou o sinistro do Beija-flor. Opochli, não quer dizer outra coisa que em frente de quem não há meio de se salvar. Nas pinturas hieroglíficas aparece o deus entre a boca aberta do "uitzitzilin", o Beija-flor. Mas que tem a ver o terrível deus da guerra dos astecas com a esbelta ave de cores brilhantes que beija as flores? Os arqueólogos cogitam que as cores de brilho metálico dão ao Beija-flor o aspecto de brasa, e de fato, diversas espécies têm o nome de "tle-uitzlin", isto é, Beija-flor de cor de fogo. Não estaria em relação com o elemento do fogo e assim com o deus do fogo?

Também o culto especial, que renderam aos deuses do fogo em certas épocas distintas, se derivou da convicção que a morte da natureza, ao tempo da seca, se deve ao elemento fogo, sendo porém o reino dos deuses do fogo transitório, pois a morte da natureza era seguida de seu renascimento. Ora o próprio Beija-flor na supersticiosa convicção dos mexicanos, era o verdadeiro símbolo da morte e da ressurreição. "O Beija-flor", diz Sahagum, "renova-se a cada ano. No tempo do inverno pendura-se nas árvores pelo bico e lá pendurado seca e lhe caem a plumagem. Quando as árvores tornam a reverdescer, começam a reviver e renascer suas penas e ao ouvir o trovão antes da chuva então, acorda, voa e ressuscita". Valde Cebro no seu "Governo das aves", afirma que na entrada do inverno o Beija-flor busca um lugar abrigado e metendo os pés e o bico num orifício da árvore, passa toda a estação dormindo.

No México os Montezumas encarregavam a certos superintendentes que na época do sono dos Beija-flores os deplumassem para tecerem com seus fios de ouro. Até a primavera cresceriam outras plumas e com elas saem para compensar sua hibernada de seis meses. "O Beja-flor", fala Pe. Duran, "seis meses do ano está morto e nos outros seis está vivo. Quando sente que está chegando o inverno, procura uma árvore frondosa que nunca perde as folhas e com instinto natural acha uma fenda e põe-se em raminho junto aquela fenda e intromete nela o bico quanto pode e está lá seis meses do ano, quanto dura o inverno, sustentando-se só da virtude daquela árvore, como morto. Vindo a primavera, recobrando a árvore nova força e criando folhas novas, o passarinho, ajudado pela virtude da árvore, torna a ressuscitar e sai dali a criar e é por isso que os índios dizem que morre e ressuscita." Vê-se que esta crença era geral, pois aparece representada entre os Astecas, que acreditavam que seus guerreiros mortos, passados um período de 4 anos (onde acompanhavam o Sol), se transformavam em diversas espécies de aves de rica plumagem e cores brilhantes, que iam aspirar o suco das flores no céu com os "tzintones", isto é, os Beija-flores da terra.

Outro motivo para relacionar o Beija-flor com o deus da guerra, parece achar-se na índole desta ave. Pois, é de se admirar a energia armazenada neste pequeno ser. Todo o dia em constante movimento, sempre inquieto nunca lhe permite repouso prolongado. Com essa acumulação de forças e seu temperamento energético, coube-lhe também um gênio brigão. O encontro de dois machos é motivo de luta, que em certas ocasiões é travada com tanto encarniçamento que no meio da briga rolam pelo chão, ou disparam ao ar como duas faíscas que se levantam rápidas da forja. A coragem e ousadia de seu ataque e o desprezo da morte com que se atira até sobre aves rapinas, explicam o pensar dos Mexicanos (astecas), que visualizam relações de parentescos entre essa verdadeira flecha de batalha e o deus de guerra: Huitzilopochtli.

É o Beija-flor uma das aves mais graciosas e lindas da avifauna. Tudo na vida destas aves é curioso, sua biologia, seus hábitos, sua desmedida bravura, a singularidade de seu vôo, a arte de construção de seu ninho, entre tantas outras coisas. Todas estas qualidades e virtudes, chamaram a atenção dos indígenas, que para explicá-las criaram muitas e muitas lendas incas, astecas, tupis e guaranis....para o nosso total regozijo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Simpatia para emagrecer de Chico Xavier

Numa manhã de quarta-feira pegue um copo com água pela metade e coloque dentro grãos de Arroz. Atenção: você deve colocar a quantidade de grãos relativa a quantidade de quilos que deseja perder. Por exemplo: se deseja perder 12 quilos coloque 12 grãos de arroz dentro do copo. Deixe num local de sua casa. De noite, antes de dormir, beba toda a água , mas deixe os grãos ainda no copo. Complete com mais água até a metade do copo. Na quinta-feira, ainda em jejum beba a água do copo novamente, deixe os grãos de arroz e volte a completar o copo até a metade com água. Na sexta -feira pela manhã, em jejum beba o conteúdo do copo, desta vez engula até os grãos de arroz. Faça todo esse processo no mesmo copo e com os mesmo grãos. Faça a simpatia com fé, sem regimes. Antes de começar a simpatia divulgue esta simpatia para o mesmo número de pessoas de acordo com os quilos que deseja perder.

Poção para atrair um amor


Para ser feito na primeira noite da lua nova

1 caldeirão de cobre

1 litro de água mineral

8 paus de canela8 folhas do pé de cravo

8 pétalas de rosa cor-de-rosa

1 vela de um dia feita de mel

1 incenso de patchuli
Coloque a água para ferver no seu caldeirão de magias. Acenda o incenso e a vela de mel. Quando levantar fervura, jogue dentro do caldeirão os outros ingredientes. Mexa lentamente, em fogo brando, enquanto mentaliza o amor chegando em sua vida. Invoque a deusa do amor e peça que lhe cubra de atrativos para que o amor venha até a próxima lua cheia. Quando o incenso estiver queimado, desligue o fogo. Coe o líquido e jogue na calçada em frente de sua casa, à meia-noite. Deixe a vela queimar até o fim.Escolha um vaso de plantas bem viçosas e enterre o resto da vela junto com a canela e as folhas e pétalas. Todos os dias, ao raiar da manhã, regue este vaso com um pouquinho de água, repetindo a invocação para a deusa do amor. Repita esta magia a cada lua nova, até atingir seu objetivo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando.
do filme "Central do Brasil"

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saladão musical

Orquestra usa verduras e legumes para fazer um som
por Texto Anna Virginia Balloussier
Você gostava de brincar com a comida durante as refeições, mas sempre levava bronca dos seus pais por causa disso? Sinta-se vingado com a Orquestra Vegetal: um grupo de 11 músicos que usa verduras e legumes para fazer música. São flautas de cenoura, reco-recos feitos de nabo e talos de alho-porro – Stradivarius que nos perdoe – que dão um violino e tanto. O saladão sonoro começou em Viena, Áustria, em 1998, e desde então percorre Europa e Ásia em turnês cheias de frescura. No bom sentido, claro. É que, para o som sair legal, os instrumentos precisam estar fresquinhos – antes das apresentações, o grupo vai até a feira para comprar as matérias-primas.
Segundo o líder da orquestra, Ernst Reitermaier, o ideal é que os legumes sejam grandes e tenham bastante água dentro, pois isso resulta num som mais delicado. Entre uma música e outra, os instrumentos ficam descansando dentro de baldes (para que não sejam ressecados pela iluminação do palco). O grupo, que tem dois cds gravados, faz um som muito estranho, que parece uma mistura de jazz e música eletrônica – é possível ouvir algumas músicas emhttp://www.gemueseorchester.org/
. Ao final do show, em vez de quebrar guitarras no palco, a banda reaproveita parte dos instrumentos orgânicos. Depois de dar aquela “canja” no palco, a Orquestra Vegetal oferece outro tipo de sopa, literalmente: serve à platéia um caldão de vegetais. Ou seja: mesmo se você não gostar da música, pelo menos não vai embora para casa de barriga vazia.

Bravo!
Algumas invenções malucas que vão ao palco
FLAUTA DE PEPINO
Uma engenhoca multicolorida e multivegetal: além de pepino, tem pedaços de cenoura e pimentão. É a responsável pelos solos da orquestra.
BASTÕES DE ALHO-PORÓ
Esfregados um contra o outro, os dois talos fazem um som de fundo para encorpar o ritmo da música.
BERINJELA "CLAP"
A berinjela é fatiada e seus pedaços ficam pendurados. Quando ela é apertada, os pedaços batem e produzem um som de palmas. Sacou o “clap”?
CLARINETE DE NABO
Tem um som mais anasalado, e mais forte, do que a flauta de pepino.
“CHOCALHO” DE VERDURAS
TAMBOR DE ABÓBORABATE-BATE DE TOMATES

Dia do amigo

O Dia do Amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969. Considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro". Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo , é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras, na teoria. No Brasil, o dia do amigo, também, é comemorado em 20 de julho. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_amigo

domingo, 19 de julho de 2009

Como nos tornamos gordos

Para a jornalista inglesa Felicity Lawrence, a indústria da alimentação transformou tanto a nossa comida que mal sabemos o que estamos ingerindo
por Eduardo Szklarz
A jornalista inglesa Felicity Lawrence percebeu que havia algo errado com seu gato. O bichano não parava de engordar. Ela resolveu saber por que e descobriu que era culpa da ração, que levava quase os mesmos ingredientes das comidas prontas do supermercado: farinha de milho, derivados de soja, arroz, gordura vegetal hidrogenada, concentrado de proteínas, beterraba desidratada, um plus de ômega 3 e um delicioso sabor de atum. Gatos de antigamente não comiam essas coisas – e nós tampouco. Felicity resolveu investigar o tema e descobriu que a incidência de diabetes em gatos cresce pelo mesmo motivo que a diabetes em seres humanos. “Nossa dieta mudou completamente nos últimos 50 anos. Parece que nunca tivemos tanta escolha, mas na verdade um pequeno grupo de ingredientes – alguns nem usados como comida no passado – está presente em quase tudo o que comemos”, diz Felicity. “Mais de 60% da comida processada na Inglaterra contém soja em alguma forma, de queijos a sorvetes, de biscoitos a barras de cereal.” Segundo ela, acreditamos na aura saudável dos nutrientes que surgem todo dia nas embalagens, sem saber que essa dieta industrial tem provocado obesidade, diabetes, câncer e doenças do coração.
Como foi que nos tornamos gordos?
A obesidade pode ter várias causas, como a predisposição genética, mas certamente a combinação entre a dieta industrializada e a queda na atividade física desempenha um enorme papel. Isso aconteceu sobretudo depois da 2ª Guerra Mundial, grandes companhias começaram a produzir comida barata e pouco nutritiva. Nessas décadas, os engenheiros de alimentos ficaram mais preocupados com o barateamento dos produtos e dos processos de produção que com a saúde dos consumidores. O que comemos hoje é resultado disso. Alimentos processados têm alto teor de energia, baixo valor nutricional e não produzem uma sensação de saciedade. Você come e, como não se sente satisfeito, vai para outra porção. Assim acaba ingerindo grande quantidade de caloria em pouco tempo.
O que provocou essa transformação na nossa forma de comer?
A correria do trabalho contribuiu, pois não temos muito tempo para fazer nossa própria comida. Mas talvez o fator mais importante seja o sistema adotado pela indústria de alimentos, que nos impede de saber como as comidas são produzidas. Quando vai a um supermercado, você encontra pedaços de carne, frango e porco, tudo empacotado, e não tem nenhuma idéia de onde vem tudo aquilo. Na verdade, comemos os mesmos ingredientes, mas achando que são alimentos diferentes. Nas últimas décadas, o jeito como consumimos gordura mudou drasticamente. Antes, sabíamos que estávamos ingerindo uma comida gordurosa. Hoje, a indústria de alimentos tornou a gordura algo invisível. Com o advento da gordura hidrogenada, um alimento novo que de repente apareceu em centenas de produtos, compramos alimentos sem saber o que eles realmente são. E quem decidiu isso não fomos nós, mas os custos, a facilidade de produção e até a política internacional.
Como assim?
O milho, por exemplo, está em quase um terço das comidas processadas no Reino Unido. A soja e seus derivados são usados em dois terços delas. Farelo de soja, proteína de soja, proteína vegetal hidrolisada, proteína texturizada de soja, óleo de soja e emulsificante lecitina de soja estão em barras de cereais, cornflakes, biscoitos, chocolates, sucos, salsichas, carnes processadas, margarinas, sorvetes, maioneses, queijos, massas de bolo e muitas outras comidas. O óleo de soja, um alimento que mal existia nos EUA no começo do século 20, é hoje responsável por 20% das calorias que os americanos ingerem. E isso vem de só 10% da soja do mundo, já que os outros 90% são usados como alimento em granjas. Também encontramos açúcar em suas várias formas (sacarose, oligofrutose, entre outras), farinha de arroz, óleo de milho, óleo de palma e diversos tipos de gorduras. Para a indústria da comida, essa é uma trilha ideal: começamos comendo papinha de bebê, passamos aos cereais empacotados e daí a comidas prontas. Ou seja, os mesmos ingredientes, só que em formas diversas.
Por que a indústria usa tanto grãos como soja?
Nos últimos 50 anos, os governos implantaram fortes subsídios a certos produtos agrícolas, como milho, soja e açúcar – as chamadas commodities. O resultado foi que elas puderam ser produzidas e vendidas no mercado global a preços baixos. Foi fácil parar de vender vegetais frescos e começar a vender grãos, açúcares e gorduras em produtos manufaturados baratos. Com a atual elevação do valor da soja, temos um problema, porque boa parte da comida processada depende dela.
A comida hoje provoca ansiedade ou prazer?
Ansiedade, e isso se deve, primeiro, porque nos desconectamos da forma como a comida é feita. Estamos muito confusos sobre o que é saudável e o que não é. Recebemos recomendações de todos os lados, muitas vezes determinadas por campanhas de marketing. Um dia temos que parar de comer gorduras saturadas, no outro gorduras trans, e assim por diante. A confusão é tanta que pedimos conselhos de empresas antes de comer, o que gera conseqüências desastrosas para a nossa saúde.
Quais?
O aumento do consumo de comida processada para bebês, por exemplo. Os pais preferem comprá-la porque já não confiam em si próprios. Acham que não podem fazer papinhas do jeito certo. Durante séculos, as pessoas compartilharam os pratos com os filhos, mas agora se submetem a instruções pseudocientíficas antes de decidir o que dar a eles. Também substituem leite materno por leite industrial. Os sabores do leite materno estimulam a bebê a buscar uma dieta variada de alimentos nos anos seguintes. Isso é fundamental para que ela desenvolva uma atitude saudável diante da comida. Do mesmo modo, a margarina já foi indicada como uma opção mais saudável que a manteiga. Hoje, acredita-se no contrário.
Qual o problema dos cereais que comemos no café-da-manhã?
São comidas tipicamente processadas. Quando o grão inteiro passa pelo sistema de processamento pesado, muitos de seus minerais e vitaminas são retirados – porque estragariam antes da venda – ou destruídos pelo calor. No final, as indústrias colocam de volta, para compensar, algumas vitaminas e minerais – que viram campanha de marketing do tipo “enriquecido com vitaminas”, “com ômega 3” ou “com ferro e cálcio”. Mas nada disso é comparável ao valor nutritivo que o grão inteiro tinha no início. Além do menor valor nutritivo, esse é um jeito muito caro de comer. Mais barato é comprar o grão inteiro e fazer o café-da-manhã com ele.
Essa alimentação também faz mal para o mundo?
É claro que esse sistema tem um custo social. De um lado, está a conseqüência para os consumidores – as taxas de obesidade aumentam em todo o mundo. De outro lado, está o interesse dos produtores. Para esse sistema funcionar, é preciso haver uma produção maciça de matéria-prima. Em diversos países, a zona rural virou um campo de produção para a indústria alimentícia. O Brasil é o melhor exemplo. Eu visitei a Amazônia e vi pessoalmente o que acontece. As áreas do sul da Amazônia que eram imensas florestas hoje são enormes plantações de soja.
Você diz que esse modelo de produção foi exportado para o mundo pelos EUA e pelas grandes corporações. Os poderosos são os únicos que nos fazem comer assim?
Não creio que exista uma conspiração. Mas foi por causa dessa estrutura que embarcamos num caminho pouco saudável. Muita gente sofre de doença car­díaca, câncer, diabetes, obesidade e outros problemas relacionados com a dieta. As indústrias de alimento lucram dizendo que estão “agregando valor”, mas na verdade agregam valor aos seus acionistas.
De que forma?
Com um simples grão, elas podem ganhar certa quantidade de dinheiro. Mas podem ganhar mais quando “agregam valor”. Ou seja: usando esse grão para alimentar animais e vendê-los na forma de carne. E podem ganhar ainda mais se processam essa carne para vender comida pronta. Quanto mais agregam valor, mais tiram os nutrientes – e maiores são as suas margens de lucro.
Por outro lado, muitos afirmam que o sistema industrial foi essencial para alimentar as populações maiores nas últimas décadas. Não concorda?
Esse é um dos argumentos. Mas a pergunta é: esse sistema está alimentando bem as pessoas? Segundo diversas fontes, há 1 bilhão de pessoas com sobrepeso no mundo, e muitas sofrem doenças relacionadas com a má alimentação. Ao mesmo tempo, existem também 850 milhões de pessoas que ainda passam fome todos os dias. Parece que esse sistema não está alimentando bem o mundo, e sim concentrando os lucros nas mãos de poucos e a gordura no corpo de muitos.
Alguns especialistas dizem que rotular as comidas como boas ou ruins não causa mais distúrbios alimentares, como anorexia? É verdade?
Podemos falar de alimentação saudável com regras bem simples. Elas só se tornam difíceis quando resolvemos buscar novos produtos que prometem resolver todos os nossos problemas.

Regime de engorda
Para Felicity, esta é a receita que está tornando o mundo obeso
Gordura
A criação da gordura vegetal hidrogenada tornou possível misturarmos gordura com doces, como no sorvete. A popularização dos novos tipos de gordura, como a trans, aconteceu antes de sabermos o efeito que eles teriam no corpo.
+
Soja
Apesar de ser um alimento raro no mundo ocidental até a 2ª Guerra Mundial, ela está hoje em 60% das comidas industrializadas da Inglaterra. Sem contar as carnes vindas de animais alimentados com soja, como a carne de frango.
+
Açúcar
Não pense que ele está apenas em doces e chocolates. Quase todos os alimentos industrializados de hoje levam açúcar, como pizzas, hambúrgueres, salsichas e até alguns tipos de cerveja, em substituição ao malte.
=
ResultadoMais de 1 bilhão de pessoas têm sobrepeso no mundo. O problema não é só de países ricos, como os EUA. No Brasil, há mais pessoas gordas que famintas. São 27 milhões de adultos com sobrepeso – a maioria deles das classes mais pobres.

Felicity Lawrence
• É repórter especial do jornal inglês The Guardian, especializada em temas do consumidor.
• Ganhou prêmios investigando a relação da produção de alimentos com a mudança climática, as migrações em massa e a exploração da mão-de-obra.
• Nos anos 90, passou dois anos trabalhando com refugiados afegãos na fronteira com o Paquistão.
• Para escrever os livros, ela conversou com africanos que colhem tomate na Itália, ouviu agricultores poloneses e brasileiros de plantações de soja da Amazônia.• Adora cozinhar receitas tradicionais inglesas para seus 3 filhos: peixe é o prato mais comum.


sábado, 18 de julho de 2009

Prato do dia

por Edward Pimenta Jr.
Prestes a atacar vorazmente o pratão de feijoada que acaba de ser servido, o leitor nem se lembra de que muita regulamentação incide sobre cada um dos ingredientes da receita mais típica da cozinha brasileira. Desde o fim da primeira metade do século 20, 555 instruções normativas, ofícios, atos, portarias, resoluções, medidas provisórias, decretos e leis contemplaram, direta ou indiretamente, os componentes dessa iguaria e de seu mais importante complemento, a caipirinha.
Parece um exagero burocrático dentro de um simples prato de comida, mas a maioria das regulamentações é feita para garantir a qualidade do que enche a barriga do brasileiro. O Ministério da Agricultura tem órgãos que regulam tanto os alimentos de origem animal quanto vegetal. Há legislação específica para a produção de sementes, o controle de pragas, a produção e classificação dos vegetais e o uso de defensivos agrícolas.
Desde quando nasce até virar lingüiça, a vida de um suíno é monitorada por normas que ditam como será sua alimentação, vacinação, higiene, transporte, abate, industrialização e acondicionamento.
Mas nem essa burocracia toda garante que o que acaba na boca do consumidor esteja dentro dos conformes. Estudos mostram que 22% de frutas, verduras e legumes têm excesso de agrotóxicos e que falta higiene em 34% dos alimentos industrializados mais consumidos. Calcula-se que 21% do que se paga por um prato de feijoada corresponda a impostos. O brasileiro arca com uma das maiores cargas tributárias mundiais sobre a alimentação, mas parece estar longe de ter uma comida excelente na mesa.

555 leis para comer bem
Veja as normasde cada ingrediente
Arroz - 182 leis
Burocracia: O plantio está às voltas com problemas de recursos hídricos. Pela lei, a água é um bem público. Mas está avançando um estudo pela cobrança de seu uso
Curiosidade: A ONU instituiu 2004 como o Ano Internacional do Arroz, com o tema “O arroz é vida”
Feijão - 134 leis
Burocracia: Portaria de 1987 indica o feijão-anão (Phaseolus vulgaris) e o feijão-de-corda (Vigna unguiculata) como principais. Podem ser brancos, pretos, coloridos ou misturados
Curiosidade: O feijão-anão preto, típico da feijoada, pode ter 5% de grãos claros
Farinha - 15 leis
Burocracia: Segundo a lei, a farinha de mandioca é um produto obtido de raízes de plantas da família Euforbiácea, gênero Manihot
Curiosidade: Em 1823, o direito eleitoral era conseqüência da renda calculada em plantações de mandioca
Paio - 2 leis
Burocracia: O paio deve ser feito de carnes suína e bovina, embutido em tripas naturais ou artificiais comestíveis, curado e defumado
Curiosidade: Pode ter 20% de “Carne Mecanicamente Separada”, aquelas rebarbas presas no osso. É preciso mencionar “Contém CMS bovina”
Bacon - 14 leis
Burocracia: É a barriga do porco; vai do esterno ao púbis, com ou sem costelas, com músculos, tecido adiposo e pele. Deve ser curado e defumado
Curiosidade: A lei diz que a câmara de defumação de bacon nas indústrias deve ficar próxima à salsicharia e à câmara de salga
Couve - 26 leis
Burocracia: Uma instrução normativa de 2002, criada para atualizar bulas de agrotóxicos, lista 20 doenças e pragas que atacam a couve nas hortas
Curiosidade: Uma lei diz que a couve só deve ser acondicionada em caixas de madeira
Carne-seca - 20 leis
Burocracia: É a carne bovina salgada e dessecada. Não deve conter mais de 45% de umidade na porção muscular
Curiosidade: A lei diz que está estragada quando tem odor e sabor desagradáveis, rançosa, amolecida, úmida, pegajosa, sebosa ou quando apresenta larvas e parasitas
Porco - 48 leis
Burocracia: O lombo é o produto obtido com o corte da região lombar dos suínos. Pode ser comercializado in natura, salgado, curado ou defumado
Curiosidade: Carne suína salgada pode ser transportada em veículos comuns e à temperatura ambiente, desde que seja carga exclusiva e coberta por lona
Limão - 21 leis
Burocracia: Lei que dispõe sobre padronização, classificação, registro, inspeção, produção e fiscalização de álcool diz que a caipirinha é a bebida brasileira típica, exclusivamente elaborada com cachaça, limão e açúcar
Curiosidade: Um decreto de 2002 acrescenta que o limão poderá ser adicionado na forma desidratada
Cachaça - 38 leis
Burocracia: O governo brasileiro decretou em 1994 que o nome “cachaça” é de origem e uso exclusivamente brasileiro no comércio internacional
Curiosidade: O decreto aproveitou para proteger as expressões “Brasil” e a união das duas, “cachaça do Brasil”
Açúcar - 25 leis
Burocracia: Continua vigente um decreto-lei de 1939, assinado por Getúlio Vargas. A regulamentação isenta de tributação os engenhos movidos a tração humana
Curiosidade: A mesma lei estabelece que açúcar não deve ser transportado antes de ser acondicionado em sacos. E deve ir com a nota de remessa
Laranja - 30 leis
Burocracia: Podem ser bahia, baianinha, hamlim, pêra, natal, valência, seleta, folha-murcha, mimo-do-céu, barão, russa, lima e piralima.
Curiosidade: São impróprios os frutos que tiverem danos mecânicos, podridões, leprose, oleocelose rasa, manchas de pragas e/ou doençasFonte: Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Coordenadora de Defesa Agropecuária-SP e Vigilância Sanitária de São Paulo.
Fonte:http://super.abril.uol.com.br/alimentacao/prato-dia-feijoada-legal-444528.shtml

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Os 10 mandamentos das relações humanas

CUMPRIMENTE as pessoas. Nada tão agradável e animado hoje em dia quanto uma palavra de saudação. SORRIA para as pessoas. Lembre-se que acionamos 72 músculos faciais para franzir a testa e apenas 14 para sorrir. CHAME as pessoas pelo nome. A música mais suave para muita gente é ouvir o próprio nome. SEJA AMIGO e prestativo. Se você quiser ter amigos, seja amigo. SEJA CORDIAL. Tudo o que você fizer para álguem, faça com prazer. INTERESSE-SE pelos outros. Lembre-se que você sabe o que sabe porém não sabe o que os outros sabem. ELOGIE quando perceber que alguém faz alguma coisa bem feita. Todos gostam de serem notados. CONSIDERE o ponto de vista do outro. Existem três lados numa controvérsia: o seu, o do outro e o lado que está certo. PREOCUPE-SE com a opinião que os outros têm a seu respeito. PROCURE fazer o que você sabe da melhor forma que você pode. O que realmente fica é aquilo que fazemos pelo outro.

Pêndulos protetores

Trata-se de punhados de ervas ou outros produtos naturais que se penduram sobre o altar ou em seu perímetro para proteger e consagrar o a...