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domingo, 11 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
O velho e a flor - Vinícius de Moraes
Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.
Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:
O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
Vinícius de Moraes
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.
Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:
O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
As borboletas
by Vinícius de Moraes
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas
Borboletas brancas
São alegres e francas.
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas
Borboletas brancas
São alegres e francas.
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
quarta-feira, 14 de março de 2012
O bem e o mal (poesia de cordel)
by Tere Penhabe
São dois senhores distintos,
que se conhecem tão bem
há milênios que se encontram
e que brigam por alguém.
Há quem diga que o primeiro
nada tem de sensual
mas o segundo, se existe,
é o tal do homem fatal!
Estamos sempre querendo
com o Bem nos encontrar
mas é o Mal que atravessa,
nosso caminho mais vezes
porque o Bem é quase sempre,
um sonho a acalentar
mas o Mal está presente,
em todos os nossos reveses.
O Bem sempre se comporta,
e se veste com esmero.
O Mal é uma coisa torta,
que só leva ao desespero.
Do primeiro nos vem a paz,
a alegria de viver
No segundo está o segredo,
de se viver por prazer.
Eles são tão parecidos,
que muito nos enganamos
Mais de uma vez nós contamos,
a vida inteira com um
quando menos se espera,
é o outro que vem chegando
quase sempre o Mal,
no lugar do Bem ficando.
Ninguém passa por esta vida,
sem aos dois bem conhecer
porém muitos vão embora,
sem nem ao menos saber
se foi o Bem ou o Mal
que em seu coração esteve
passeando em sua alma,
dormindo na sua rede.
Aos amigos é o Bem,
que eu desejo apresentar
mas ao estender a mão,
pode em Mal se transformar
e esse grande segredo
não há como decifrar
é preciso correr o risco,
o Bem e o Mal encarar.
Para aqueles que amo,
o mistério vou desvendar
se quer o Bem conhecer,
e com ele sempre estar
tenha no rosto um sorriso,
e não o deixe se apagar
que o Mal jamais convive,
com um sorriso a brilhar.
Agora vou caminhando,
com o Bem vou me encontrar
mas se na curva da estrada,
o Mal me interceptar
eu conto com o seu amor,
para me fazer voltar
porque só o amor consegue,
o Mal em Bem transformar.
Tere Penhabe
Itanhaém, 15/01/2004
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Crônica do amor
Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A um poeta
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,É a força e a graça na simplicidade.
Olavo Bilac
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,É a força e a graça na simplicidade.
Olavo Bilac
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Livro: O Caso dos Dez Negrinhos
Autora: Agatha Christie
Autora: Agatha Christie
Resumo:
Dez pessoas recebem um estranho convite para
passar um fim de semana na remota Ilha do Negro. A ilha do negro, foi comprada por uma pessoa misteriosa, e para cuidar da mansão um casal foi contratado. Quando chegaram na ilha encontraram todas as
instruções por escrito e não havia ninguém. Dias depois chegaram oito
pessoas, convidados através de cartas: Juiz Wargrave, aposentado;Vera
Clarytone contratada para secretária; Philip Lombard, policial sem
escrúpulos; Emily Brent, solteirona conservadora; General Macarthur, um
curioso; Dr. Armstrong, médico brilhante;Tony Marston, galande
vaidoso; Sr. Blore, misterioso.Casa luxuosa, ótima comida. O intrigante
era a ausência dos donos; na parede de todos os quartos havia um poema infantil contando a história dos dez negrinhos; na copa era possível ver dez estatuetas de
negrinhos de porcelana. Após o jantar todos ouviram no autofalante o
segredo de cada um, o crime que cada um havia cometido, no passado inclusive Sr. e
Sra. Rogers, os empregados da mansão, criou-se um clima tenso. Sra. Rogers sentiu-se
mal, foi atendida pelo Dr. Armstrong, mas morreu. Sumiu uma estatueta de
um negrinho.
Questionaram muito porque estavam ali e um debate começou para tentar investigar quem seria o mandante de tais ações. Pouco tempo depois, Tony Marston, se
engasgou com uma bebida, caiu morto, envenenado . Foi quando notaram que sumiu outra estatueta de
negrinho.
Os aconteceimentos eram em série, General Macthur, golpeado na cabeça, agora só haviam 7
negrinhos. Rogers desapareceu e quando encontrado estava morto ferido na cabeça e assim fora mais um "negrinho". Agora eles teriam que
preparar suas refeições, pois o mordomo também estava morto. Desconfiados uns dos outros, tinham um único pensamento: a certeza de que todos iriam morrer.
Depois foi Emily Brent, envenenada.Só cinco estatuetas.
Cinco pessoas aterrorizadas. Juiz Wargrave foi encontrado morto, com a
roupa e a peruca de um juiz, baleado na cabeça.
Restando apenas quatro pessoas, eles queriam ficar
juntos, mas cansados, foram para seus quartos, e ouviram ruídos no
corredor. Blore saiu para verificar, mas não viu ninguém, e chamou Lombard.
Bateram no quarto de Vera, ela atendeu, depois no de Armstrong, sem
resposta. Então era ele?! Saíram a caça de Armstrong. Não encontraram.
Só haviam três negrinhos na sala.
No dia seguinte passaram a manhã se
revezando, tentando pedir socorro heliografando com espelho no alto da
ilha. No momento em que chegaram Vera e Lombard, encontraram Blore com a
cabeça esmigalhada por um bloco de mármore. Na manhã seguinte encontraram
o corpo de Armstrong boiando na água.
Este era o momento de grande tensão...Se olharam nos olhos: - Era o
fim! Só os dois na ilha!
A verdade chegara, pensou Lombard. Quando
tiraram o corpo do mar, Vera, se aproveitando, tirou o revólver que
Lombard tinha no bolso. Recuou, empunhou a arma. Lombard tentou tomá-la
num salto, mas Vera, automaticamente atirou e varou o coração de
Lombard. Respirou aliviada. Acabou. Estava sozinha na ilha, com nove
cadáveres, mas estava viva. Neste momento, sentiu fome e sono. Foi dormir... .
Passando na
sala, observou os três negrinhos, jogou dois pela janela, pegou o
terceiro. No quarto, vendo um gancho no teto com a corda e uma cadeira,
subiu automaticamente, ajeitou o nó e chutou a cadeira. O último
negrinho caiu estatelado.
Quem é o assassino?
Juiz Wargrave, ele simulou
sua morte com ajuda de Armstrong, prometendo contar quem era o assassino
no encontro na praia, mas lá empurrou Armstrong no mar.
Explicação:
O Juiz sempre julgou todos dentro da lei, mas como dentro da lei se sentia impotente resolveu condenar aqueles que considerava culpados. Sendo assim, todos eram culpados pela morte de
alguém,. Até mesmo o juiz, que fora responsável pela morte de um traficante, levando ao suicídio a filha viciada de um amigo.Queria crimes teatrais,
armou tudo; a ordem dos crimes era de acordo com o grau de culpa. Os
menos culpados, morreriam primeiro, para sofrerem menos a tensão mental.
E quanto a sua morte, depois de ver Vera, a última a morrer, escreveu
toda esta explicação, colocou numa garrafa e jogou no mar. Foi para seu
quarto, se matou com um revóllver, de forma que parecesse a simulação que
fez dias atrás. Deixou tudo registrado, porque queria que todos soubessem
o quanto foi hábil e inteligente.
domingo, 31 de julho de 2011
Resenha do livro: Saga dos cães perdidos
Um dos destaques do livro de Ciro Marcondes Filho, “Saga dos cães perdidos”, é a maneira de como são produzidos os textos do telejornalismo. No início destaca que os textos televisivos eram uma variante do impresso e quando publicados pela mídia impressa, passavam por uma espécie de leitura na TV. Somente em 1960 o telejornal passa a ter um novo estilo em que a TV passa transmitir as matérias em forma de “show”.
Segundo o autor os textos dos telejornais passaram a “sofrer” adaptações para que possam atrair mais atenção por parte de seus telespectadores e para isso os produtores conduzem o texto de maneira que todos tenham vontade de assistir como um filme de aventura. A obra também cita os capitalistas, que sendo os donos das grandes empresas de comunicação, como emissoras de televisão, divulgam os fatos da maneira que lhes convém, moldam os acontecimentos para não conduzir o público à reflexão. Desta forma é possível notar que a influência da publicidade nas notícias, os modelos adotados em quase todo mundo tornam os telejornais padronizados. A lógica da velocidade é um dos fatores que moldam a notícia onde o que conta é a rapidez com que a notícia é publicada, muitas vezes deixando de lado a apuração dos fatos ou aprofundamento da matéria.
Ainda de acordo com o autor, atualmente os funcionários trabalham em ritmo acelerado, estando sujeitos a erros durante uma apuração e muitas vezes o jornalista confunde a imagem de repórter com a de um personagem e neste momento pode deixar de lado sua imparcialidade interferindo no conteúdo da matéria exibida.
Os telejornais optam pelas matérias que provocam emoção, causam maior interesse tanto de seus clientes publicitários quanto o a curiosidade de seus telespectadores. Isso porque os telejornais “brigam” pela audiência onde fatos reais são moldados para atrair a atenção e suprir a vontade que muitas pessoas têm de vivenciar um fato real.
Atualmente a Tv é considerada uma cultura de massa acessível à maioria das pessoas e por isso é necessário que tenhamos cuidado ao observar um fato transmitido, pois segundo Bougnoux: o rápido impede o pensar sobre a coisa. Sendo assim as informações chegam de forma rápida que muitas vezes não temos a capacidade de analisar se elas realmente procedem. Durante um programa de Tv cada minuto é precioso, portanto: as publicidades têm de durar trinta segundos, as notícias não podem ser longas, os entrevistados não podem falar mais que o necessário, cada minuto é avaliado da melhor forma de aproveitamento. Este capítulo é bastante esclarecedor e pode contribuir para o estudo ou mesmo reflexão de jornalistas ou estudantes de comunicação. Na verdade a “TV é uma fábrica de ilusões onde tudo se constrói e modifica para suprir os desejos de seus telespectadores”.
Bibliografia: A Saga dos Cães Perdidos
Autor: Ciro Marcondes Filho
sábado, 18 de junho de 2011
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinícius de Moraes
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Sinto vergonha de mim
Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era, que lutou pela democracia, pela liberdade de sere ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatezno julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade"em caminhos eivados de desrespeitopara com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar",voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão,vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".
Rui Barbosa
terça-feira, 24 de maio de 2011
Resumo do Livro: A última grande lição (Mitch Albom)
"O sentido da vida"Tradução de José J.veiga
Rio de Janeiro GMF -1998 - Editora Sextante
Cada um de nós, teve na juventude uma pessoa especial, que com paciência, sabedoria e afeto, nos ajudou a descobrir e escolher nossos caminhos com maior liberdade. Para o autor (Mitch Albom), esta pessoa foi seu professor universitário Morrie Schwartz. Ele teve a oportunidade, vinte anos depois de deixar a universidade, de reencontrar seu velho professor, que aos 78 anos, é vítima de uma doença rara e letal, acometido de esclerose lateral amiotrópica e em estado terminal.
As últimas aulas da vida do velho professor foram dadas uma vez por semana, sempre às terças-feiras, na casa dele, ao pé de uma janela, de onde podia olhar um hibisco pequenino lançar suas folhas róseas. E o autor visitou-o durante quatorze semanas, até sua morte. Nesses encontros, tratavam de temas fundamentais para a felicidade e a realização humana, tais como: O mundo; remorso; autocomiseração; morte; família; emoções; medo de envelhecer; dinheiro; permanência do amor; casamento; cultura; perdão; conceito de dia perfeito, despedida...
O Audiovisual
Ted Koppel, o apresentador do Programa "Nightline" da ABC-TV, gravou a 1ª entrevista com Morrie Schwartz, que recusava cair em depressão e fez de si uma usina de ideias. Escrevia curtas frases filosóficas, sobre o que significava viver a sombra da morte, coisas assim:
"Aceitar o que se é capaz de fazer e também o que não é capaz"; "Aceitar o passado como passado, sem negá-lo, nem descartá-lo.
A Primeira terça-feira
Morrie estava na cadeira de rodas, o primeiro estágio da doença começa a desenvolver...Ele fazia perguntas e ficava atento às respostas de Mitch. Gostava de comer, queria se sentir útil, se interessava pelo noticiário, mas estava muito emotivo, pedindo depois de horas de conversa que voltasse na próxima terça-feira.
A Segunda terça-feira
Mitch voltou na terça-feira seguinte, mesmo morando a mais de 1.200 quilômetros de distância, examinava seu mestre, procurando sinais de progresso da doença. Ao seu alcance ficava uma sineta, e seus ajudantes, Comy, Tony, Bertha ou Amy lhe prestavam ajuda quando necessário. Morrie lamentava, apenas um pouquinho toda manhã, algumas lágrimas e só. Cada dia, a certeza de que seu tempo está acabando.
A Terceira terça-feira
Mais uma visita habitual, mas desta vez, com algo a mais: um gravador, para registrar as informações, pois ele observava a vida de um ponto de vista diferente do de outras pessoas, e Mitch queria esse momento por toda sua vida e destacou assuntos como morte, medo, envelhecimento, cobiça, casamento, família, sociedade, perdão, vida significativa. Na faculdade sugeriu que desenvolvesse uma tese, onde o tema escolhido foi esporte e mal sabia, que estava me preparando para minha futura carreira.
O Audiovisual segunda parte
O "Nightline" fez nova entrevista, desta vez, Morrie já não movimentava as mãos e tinha dificuldades em pronunciar algumas palavras. Passava sua experiência de vida e preocupava-se com seus movimentos, pois através deles, se doava às pessoas.
O professor
Morrie perdeu sua mãe com apenas oito anos, seu pai Charlie trabalhava no ramo de peles, e viviam em extrema pobreza. Sua madrasta Eva, é quem incentivou o estudo de Morrie, que jurou jamais exercer qualquer trabalho que explorasse alguém e pensar em ganhar dinheiro com o suor alheio. Foi por eliminação, que decidiu ser professor.
A Quarta terça-feira
Desta vez o assunto era morte, extraía ensinamentos de todas as religiões, a vida, era contada em dias preciosos. Todo mundo sabe que vai morrer, mas ninguém acredita, se acreditássemos, mudaríamos de comportamento. Depois das entrevistas ao Programa de TV "Nightline", o professor começou a receber cartas do mundo todo, e quando estava disposto ditava as respostas a um de seus filhos ou amigos.
A Quinta terça-feira
Era notável sua dificuldade de segurar qualquer coisa, o assunto agora é a família. E citava quem não tem apoio, amor, os cuidados de uma família, não tem muito com quem contar, da importância de ter filhos.
A Sexta terça-feira
Charlote, esposa de Morrie Schwartz, abre a porta para Mitch, pois ele não está bem. Agora ele só come alimentos pastosos e líquidos, pois tem dificuldade de engolir. Tem enfermeiros à noite, e durante o dia, recebia visita de amigos, antigos alunos, professores, instrutores de meditação entrando e saindo. Saber diferenciar as emoções, o medo da dor, do sofrimento, medo da vulnerabilidade, que o amor tráz com ele.
A Sétima terça-feira
Agora Morrie já está totalmente dependente, mas sabe apreciar cada minuto de sua vida, da importância de envelhecer, descobrir o que existe de bom, verdadeiro e belo em cada fase de sua vida.
A Oitava terça-feira
Ele sempre gostou de prazeres simples, cantar, rir, dançar... Nesse período mais do que nunca, coisas materiais pouco significavam para ele, mas nunca substituir o amor, a suavidade ou ternura, por bens materiais. O que realmente traz satizfação é oferecer aos outros o que temos para dar.
A Nona terça-feira
A cada nova visita, o professor passava a impressão de estar se dissolvendo na cadeira de rodas. Sempre apostava na permanência do amor, de entregar-se por inteiro, era calmo, preferia aplicar sua energia nas pessoas.
A Décima terça-feira
Desta vez, Mitch levou sua esposa, Janine, para seu professor conhecer, ela é cantora profissional. Morrie agora já não consegue dormir, precisa de oxigênio quase todas as noites, explica a importância da compreensão e respeito no casamento.
A Undécima terça-feira
A doença aproximava-se do baluarte final, os pulmões. Morrie acreditava na bondade inerente das pessoas, mas também sabia em que as pessoas podem se transformar. Acreditava que as pessoas precisavam trabalhar para criar sua própria cultura.
O Audiovisual Terceira Parte
Em sua entrevista, disse que estava se soltando do mundo exterior. Viver significa poder ser responsável pelo outro, poder revelar e viver sentimentos. Disse, que queria morrer com serenidade. Pediu ao público durante sua entrevista, para que sejam solidários e responsáveis uns pelos outros, pois assim, o mundo será melhor.
A Décima Segunda terça-feira
Nesta visita o assunto é o perdão. Não tem sentido ficar curtindo vingança ou teimosia, o orgulho, e a vaidade, não levam a nada. lembrou a história de um velho amigo com quem se desentendera e ele nunca o perdoou e pouco tempo depois morreu de câncer.
A Décima Terceira terça-feira
Morrie queria ser cremado. Dormia poucas horas, e era acordado por violentos ataques de tosse. Durante sua doença, ele nunca abrigou a esperança de cura. Disse, que se pudesse ficar curado levantaria de manhã, faria exercícios, receberia amigos para um bom almoço. Dançaria, faria um passeio por um jardim, contemplaria a natureza, dormiria um sono tranquilo e profundo. Tudo tão simples!
A Décima Quarta terça-feira
Charlotte telefonou avisando que Morrie não estava bem. O velho professor tomava morfina para facilitar a respiração. A voz estava fina e áspera e cheirava a unguento, tocou Mitch, disse o quanto o amava, mas não sabia como despedir, sentiu sua respiração e o beijou. Tentou conter as lágrimas mas Morrie finalmente o fez chorar. Ele morreu sozinho em seu quarto, quando parou de respirar. A família estava presente, para prestar as últimas homenagens a ele. Sua esposa não queria muita gente, apenas alguns amigos íntimos e parentes. Era um lugar agradável, com árvores, gramado e uma suave colina. Neste momento, lembrava de suas palavras: "quando partir...você fala, eu escuto". Fiz isso, mentalmente, e quando quando observei entendi tudo. Era terça-feira.
O livro retrata a opinião de Morrie Schwartz, uma pessoa realmente fantástica, que prega os bons valores, o amor, a fraternidade e o desapego, valoriza as coisas simples da vida. Critica nossa cultura, que segundo ele, apresenta dogmas que dificultam e até inviabilizam a felicidade. Mais do que isso, prega a importância de cada um na sociedade, que cada vez mais esquece as coisas simples e se preocupam com os bens materiais.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
A bailarina - Poesia infantil de Cecília Meireles
Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
*******
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
*******
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
*******
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
*******
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
*******
Põe no cabelo uma estrela
e um véu e diz que caiu do céu.
********
Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
*******
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Bilhete
Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor,
mais breve ainda.
Mario Quintana
sábado, 2 de abril de 2011
Poesia da felicidade/Fernando Pessoa
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Meu sonho (Cecília Meireles)
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra, perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho, por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta, e que vens, se o tempo voltar.
sábado, 12 de março de 2011
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
William Shakespeare
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
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