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terça-feira, 21 de abril de 2015

Orquestra de Câmara

Compõe-se de 6 a 20 instrumentos, aproximadamente, de combinações das mais variadas possíveis. Nos séculos XVII e XVIII, os instrumentos de sopro, de metal, eram acrescentados apenas como solistas. Atualmente, há concursos de Composição para Orquestra de Câmara que limitam o número de instrumentos, como é o caso do - Concurso Musical Internacional "Reina Elizabeth" de Composición 1977 - Bruxelas, determinado:



8 violinos, 2 altos, 2 violoncelos, 1 contrabaixo, 1 piano, 1 oboé, 1 flauta, 1 clarinete, 1 fogote e 1 trompa.




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Música popular japonesa

A história da música popular no Japão é rica e variada, por sua grande influência entre os povos. Muitos estilos musicais foram trazidos da China há mais de mil anos, e foram reformulados de acordo com o estilo da cultura japonesa. Por volta do século V, a música nativa consistia em poemas recitados (chamados reyei e imayo), os épicos e as canções sociais (chamados kume uta e saibara). Além destes, também existia o Kagura (música dos deuses), melodías religiosas do Shintoismo. 
Podemos destacar como música social cortesana:

Saibara - são canções de origem rurais que foram incorporadas e adaptadas dentro da música da corte. Saibara significa "portador”, literalmente, e são canções compostas durante o período de Heian (794-1191). No tempo atual este repertório é composto de seis partes musicais: Ryuteki, Hichiriki, Sho, Biwa e Gaku-SO e um cantor que marca o tempo com um par de claves chamadas Shakubyoshi.


Roei - Roei significa literalmente "cantar". Os textos deste tipo de canções foram emprestadas da poesia chinesa e das coleções japonesas (Wakan Roei Sho e Shinsen Roei Sho). O repertório consiste em 14 partes, e como no exemplo do Saibara, o Roei tinha desaparecido por algum tempo. Durante o período de Meiji (1968-1912) estes foram recuperados e postos outra vez em prática.
MÚSICAS RELIGIOSAS ou SHINTOISTA
À parte dos estilos vocais e instrumentais mencionados, está a música ritual usada nos cerimônias dos shintoistas. São categorizadas em quatro estilos dentro deste grupo:
Kagura - "Música dos deuses". É usado o termo “Mi-Kagura”, para distinguir o estilo da corte, com os estilos rurais, conhecidos como Sato-Kagura (Kagura do campo) ou também Okagura. A música e a dança Kagura são associadas com a religião Sintoísta. É uma mistura dos rituais da corte e dos velhos rituais xamanistas. Este tipo de cerimônia é comemorada no santuário da corte e de templos específicos em 15 de dezembro na presença do Imperador e em algumas outras ocasiões especiais. Antigamente o ritual era realizado várias vezes ao dia, mas atualmente ficou estipulado às 18 horas como o melhor momento, e com 12 canções acompanhadas e interpretadas. De acordo com estudiosos da mística japonesa, as melodias do kagura atraem os deuses para revitalizarem energeticamente a comunidade.

Acredita-se que as melodias foram baseadas na lenda da Deus do sol (Amaterasu), ao ser ofendida por seu irmão resolveu se esconder em uma caverna. Com a ausência de Amaterasu, o mundo inteiro mergulhou na mais profunda escuridão. Sem a luz da deusa do sol, nada nascia nem crescia. Os outros deuses, temendo a instalação do caos, reuniram-se na entrada da caverna e decidiram armar uma estratégia para tirar Amaterasu de seu esconderijo.
Colocaram um grande espelho mágico nos galhos da árvore Sakaki, localizada bem na entrada da caverna, e fizeram com que todos os galos cantassem incessantemente para parecer que o dia raiava. Depois, acenderam grandes fogueiras para iluminar o local, providenciaram música e passaram a se divertir com a dança apresentada pela deusa Uzume. Esta dançava de tal forma, que os milhares de deuses riram com grande alarido. E riram tanto que o paraíso tremeu, o que atiçou a curiosidade de Amaterasu. Intrigada com tanta algazarra, a deusa afastou uma pequena pedra da porta da caverna e perguntou:
- Que festa é essa? O que está acontecendo?
- Estamos comemorando a chegada de uma nova deusa da luz, disse-lhe Uzume.
- Ela brilha mais do que você, acrescentou um outro deus.
Amaterasu não cabia em si de curiosidade e, para procurar a tal deusa, olhava para fora da caverna. Os deuses colocaram o espelho mágico na sua direção e ela viu a beleza radiante do seu próprio reflexo. Estava fascinada e embevecida com tanto esplendor, que nem percebia que os deuses a puxavam cada vez mais para fora da caverna. E foi assim, pelo riso dos deuses e pela maravilha do seu próprio reflexo, que Amaterasu voltou ao mundo, trazendo sua luz radiante e vitalizante e nunca mais deixou de brilhar.

O conjunto que acompanha as canções consiste em: kagurabue (flauta de Kagura), hichiriki (um outro tipo de flauta) e Wagon (conhecido também como o yamato-yamato-koto) que era um ARPA de 6 cordas. 

Yamato-mai - dança japonesa", - é uma dança curta interpretada por quatro ou seis dançarinos, que vestem ternos de burocratas civis do antiguidade. O conjunto que acompanha é integrado pelos seguintes instrumentos: kagurabue, hichiriki, Wagon e um coro.

Kume-mai - "dança do clan de Kume" - (um clan de soldados na antiguidade). É acompanhado pelo mesmo conjunto usado em Yamato-mai. Os quatro intérpretes dançando vestem antigos ternos de soldados da corte.

Azuma-asobi - é também um tipo de dança interpretada por quatro ou seis dançarinos vestidos como os soldados da corte da idade média japonesa. Uma representação de Azuma-asobi consiste na música instrumental interpretada para a entrada e a saída dos dançarinos, e em quatro partes vocais curtas, onde apenas o terceiro e quarto incluem danças. 


O GAGAKU A partir do séc VI, com a introdução do budismo, começou a se importar tendências musicais, principalmente da China. Neste período foi introduzido o gagaku, melodias da origem chinesa, que ironicamente desapareceram em seu país de origem, mas que foram conservadas na corte imperial japonesa por mais de mil anos. Com a adoção do governo imperial estritamente inspirado do governo da China e da Coreia, os tipos diferentes das cerimônias dos cortesanas e conceitos estéticos também foram absorvidos, e pela conseqüência, também as artes imperiais.



A música atual de Gagaku representa o tipo de música da corte no período de Heian até a primeira parte do século IX, que por sua vez é um tipo de modificação da música Gagaku do período de Nara (séc. VII). Nesse tempo usava-se cerca de trinta instrumentos, entre os quais estavam o Shakuhachi (japonês do flauta), o Hachiriki (um Oboe pequeno) e o shoo (um órgão de ar), com os quais se interpretou partes originais de peças da Coreia, China, India e Japão.

O Gagaku é composto por Koma-gaku e A -gaku. O Koma-gaku tem suas origens no século V quando um tipo de música coreana foi introduzida e que começou a ser conhecida no Japão como "Sankan-gaku", música dos três reinos (Silla, Paekche e Koguryo), que tinham tido uma influência forte da música chinesa de sua época. Sankan-gaku começou mais tarde ser conhecida como Koma-gaku (música coreana ou música de "direito"). Um outro tipo de música introduzido através da península coreana era oriunda da Manchuria e ficou conhecida primeiramente como Bokkai-gaku no século VII. Mais tarde passou a ser um tipo de Koma-gaku.

Por outro lado, a música da Dinastía Tang começou sua larga influência sobre o Japão desde o séc VII e se estendeu até o início do séc. XIX. É conhecida no Japão como To-gaku e era considerada uma música de “esquerda”. Além das músicas mencinadas acima, no séc VIII também foi introduzido no país um estilo conhecido como Rinyu – gaku ou música do reino Rinyu (Indochina). Esse tipo de música chegou a fazer parte da música de “esquerda”.

A classificação entre música de esquerda (Saho) e música de direita (Uho) se refere à origen das peças do repertório. Saho compreendia principalmente China e India, e Uho se refería à Corea e algumas peças da Manchuria. Antigamente no Japão se considerava “esquerdo” superior “direito” e parece que ese conceito foi o impregado na classificação das músicas. Durante aquela época a cultura chinesa estava em período de florescimento e obteve portanto uma maior influência sobre o Japão. No repertório Gagaku também existem peças compostas no Japão, as quais foram também enquadradas nos conceitos de direita e esquerda.

Kangen e Bugaku - 


A música instrumental em Gagaku é classificada em dois grupos: Kangen e Bugaku. Kangen significa "ventos e cordas", enquanto Bugaku significa "música de dança". Kangen era a música instrumental geralmente interpretada pelos aristocratas para seu próprio entretenimento na corte, santuários, ou em suas próprias residências. Tanto no Kangen quanto no Bugaku se utilizam os mesmos instrumentos (só que no Bugaku não são usados instrumentos de corda).

BIWA, o KOTO, SHAKUHACHI e SHAMISEN -Biwa, o koto e o shakuhachi foram importados da China e introduzidos desde cedo no Japão. Por volta do séc VII foram importados os principais instrumentos para a interpretação do Gagaku. O shamisen surgiu na ilha de Okinawa por volta do séc. XVI. A combinação dos intrumentos musicais formariam a essência da música tradicional japonesa.

Biwa – É um instrumento de quatro cordas em forma de pêra. Na música da corte, o Biwa exerce um papel importante como instrumentos de interpretacão do Gagaku. Ainda que seja um instrumento que não se utiliize sozinho, existem informações de que atores-sacerdotes o usaram para acompanhar as histórias que recitavam. No séc. XIII o trabalho mais destacada era o repertório de “Heike Monogatari” – A Lenda (Mitologia) Heike, lendária história da caída do clã militar Tairapelas mãos dos Minamoto.



Koto – É um instrumento de madeira composto de 13 cordas. Mede entre 1,6 e 2 m de comprimento e cerca de 20 cm de espessura. Em sua origem era um instrumento de 5 cordas, com 1m de comprimento. No período Nara ele adquiriu sua atual configuração. As cordas se tocam com uma espécie de ganchio que se coloca no polegar e nos dois primeiros dedos da mão direita;a mão esquerda exerce papel na modulação do tom das cordas.


Shakuhachi – é a famosa flauta de bambu, referência da música tradicional japonesa. Tem quatro saídas de som na parte anterior e um na parte posterior. Essas cinco saídas são suficientes para produzir uma gama completa de sons, conhecidos pelo seu caráter comovedor. Ao final do séc. XVII essa flauta foi adotada pelos sacerdotes do zen-budismo que estabeleceram a sua interpretação como uma disciplina espiritual.

Samisen – Esse instrumento parece com uma guitarra, com um pescoço comprido e fino, e um corpo pequeno e retangular, coberto com couro. Possui tamanhos variados e possuem 3 cordas que se ajustam da mesma forma que as cordas de um violão. As cordas não se tocam com os dedos descobertos, mas com uma espécie de palheta triangular. Esse intrumento é associado ao teatro kabuki e ao Bunraku do período Edo.

Podemos dividir a música popular japonesa em quatro grupos básicos:
1. canções religiosas e budistas da dança do Bon.
2. canções de trabalho como as da plantação de arroz e dos homens dos botes
3. canções ocasionais para festas, casamentos e enterros.
4. canções infantis.

domingo, 11 de setembro de 2011

A Música no Egito




O marco desta época destaca-se por registros de uma estatueta de dançarina, marca da arte coreografada. Como prova documental musical temos uma placa de xisto esculpida, representando dançarinos da época tocando flauta. Em um relevo mural nota-se harpista, instrumentista de flauta longa e cantores. A música neste período denota um conceito mais "doméstico", que religioso, onde é mostrada as danças executadas para os faraós. Nesta mesma época foram construídas as grandes pirâmides, surgindo assim, a música faraônica, enquanto a sumeriana se aproxima de seu declínio.
Os principais instrumentos do Egito antigo foram: Baint ou Harpa, cítara ou lira, alaúde ou pandora, flauta, trompete, sistro, crótalos, tambores e o órgão hidráulico. 

Note:
Harpa ou Baint: ao longo do Antigo, Médio e Novo Império sofreu alteração de tamanho, e o  número de cordas passou de sete para vinte e dois.
Cítara ou Lira: tocada por um plectro e seu número de cordas vai de cinco a dezoito.
Alaúde ou Pandeiro: único instrumento de braço utilizado no Egito com três ou quatro cordas e era tocado também por um plectro.
Flauta: havia dois tipos, a flauta como conhecemos ou um instrumento de palheta dupla e cilíndrico como a flauta ou cônico como o oboé.
Trompete: curto e de furação cônica.
Sistro: era como a harpa e havia dois tipos, o sakhm (espécie de chocalho refinado) e o saischschit (parecido com o anterior, porém sem os anéis). Hoje, o sistro é classificado como instrumento de percussão.
Crótalos: era utilizado aos pares como as castanholas. Os primeiros foram feitos de madeira, em seguida em marfim e por último, em metal.
Tambores: existiu de madeira, barro cozido, de pele (como o pandeiro) etc.
Órgão Hidráulico: instrumento que apareceu tardiamente no Egito e não é verdadeiramente autóctone. Seu inventor foi um grego de Alexandria.

A iconografia egípcia mostra os músicos ajoelhados diante de seus amos e vestidos como escravos. Uma situação subalterna contrária da Mesopotâmia e na China, onde os músicos eram muito valorizados.

Os elementos estrangeiros à música provocam uma reação, um tanto quanto hostil por parte dos sacerdotes, que ensina às crianças que esta atividade tem uma imagem negativa fazendo com que estas desprezem uma arte exercida pelos “escravos e prostitutas”. O Egito da baixa época é objeto de conquista Líbia, Etíope, Assíria (com infiltrações Jônicas) e Persa. E começa uma longa dominação estrangeira, e mesmo assim, a autonomia cultural do Egito resistiu às influências estrangeiras da baixa época, porém não à hegemonia greco-romana. A conquista da Macedônia provoca o fim da civilização egípcia que não se recuperará antes de nossos dias. 

domingo, 19 de junho de 2011

A música na China

As primeiras manifestações ocorrem por volta de 3.200 A.C, a música desempenha um papel social, na época que acontece o desbravamento de terras e possui nome. Devido à destruição de livros, boa parte de seu acervo foi perdido, sendo difícil precisar se houve ou não um sistema de notação, apenas acha-se que não. Os instrumentos dessa época, segundo os teóricos, são: K in de sete cordas e o Sê de 50 cordas; há o sistema Lyu (tubos-diapasões que fixam a escala e a altura), onde é baseada a música chinesa. E ainda, o imperador Shun (C.2250 A.C.) criou um gênero melódico chamados Ta-Shao e a rainha Nyu Wa teria inventado o Shing – órgão de boca – em meados do 3º milênio.

domingo, 12 de junho de 2011

A música na Mesopotâmia



Durante milênios a Ásia Ocidental foi intenso foco de cultura. Com o surgimento precoce da pedra polida, da criação de carneiros, cultura de cereais, da escrita, da cerâmica e metalurgia, deu início várias formas de desenvolvimento artístico do homem. A análise de iconografias revelam instrumentos como: cítara ou harpa da Suméria, harpistas babilônios, o zigurate de Agarkuf, Estela de Gudea e alaudista babilônico. Já as representações de cenas musicais mostram uma arte de bom gosto, onde eles faziam uso de flautas de prata e de cana, da harpa, lira (de cinco a onze cordas), de um alaúde de braço comprido, do timpanão (harpa elemita de cordas percutidas – ancestral do piano) e de címbalos.

Textos encontrados revelam a prática do canto acompanhado de instrumentos. Os assírios deixam provas que a função social da música é símbolo de poder, respeito e vitória. Os músicos ficavam logo após os reis e deuses, e em tempos de massacres, os músicos eram poupados. É importante salientar nessa época a participação das mulheres como cantoras e também como instrumentistas.
Segundo Roland de Candé, as tradições musicais sumero-babilônicas e assírias irradiaram-se para a Síria e a Fenícia, de onde surgiram as músicas egípcias, cretinse e dos povos da Ásia menor (frígios e lídios) e mais tarde os gregos também sofreram essa influência.

sábado, 23 de abril de 2011

Índia - História da música

Dados históricos apontam que os hinos védicos surgiram a partir de 1.300 A.C. Porém, segundo a lenda, o Deus Schiva já teria ensinado música aos homens 6.000 anos antes da nossa era. A maior parte da história da música dos hebreus encontra-se na Bíblia Sagrada. Como exemplo, temos os salmos, que eram os principais cantos sacros atribuídos à Davi, músico e um dos chefes do exército israelita. Salmo 18 - Cântico de louvor a Deus pelas suas muitas bênçãos Para o cantor-mor.Salmo do servo do Senhor, Davi, que disse as palavras desse cântico ao Senhor, no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul
Com o tempo, o canto dos salmos passou do culto israelita para o cristão e Santo Ambrósio com muita influência na música litúrgica, adaptou-os mais tarde à música católica. Durante o culto, eram utilizados instrumentos como o Shofar um dos instrumentos de sopro mais antigos, fabricado com um chifre em espiral. De origem egípcia eram utilizados trompas, flautas e pandeiros. Já de origem árabe, usaram pratos em metal.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Música no período Neolítico

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Através dos gestos, da associação da voz, do canto junto aos instrumentos, notamos, que o estabelecimento de sistemas transmissíveis permitiram que a expressão sonora perdesse seu caráter individual e favorável aos rituais e atividades coletivas. É neste momento, que surge a ideia de coletividade. Em iconografias vistas nas grutas de Trois Frères e Ariège, feitas em 10.000. A.C, podemos observar fatos importantes, como por exemplo, uma figura feminina representando um tocador de flauta ou um arco musical.As manifestações artísticas desta época encontradas são: esculturas, pinturas e também instrumentos encontrados nas sepulturas, que revelam a importância dos rituais para seu povo, mágicas, terapêuticas e até mesmo políticas da música. Esta relação entre povo e música fica bem evidente e abrange a linguagem dos tambores, o simbolismo dos gongos, o caráter mágico do som, entre outros. As tradições musicais mais antigas são provavelmente da Mesopotâmia, Egito e da China.

sábado, 19 de março de 2011

Paleolítico- História da música

Photobucket É difícil saber se a música vocal precedia ou seguia a música instrumental da época, este fato é discutível e depende da opinião de cada historiador. No entanto, é possível imaginar as etapas evolutivas, marcadas por objetos sacudidos; ritmos através de batidas com bastões; percussão no corpo; imitações do grito e até mesmo ruídos da natureza; variação na altura e timbre vocal através das emoções; associação da palavra ao ato de cantar, a dança, e a música instrumental da expressão gestual sonorizada.
Objetos como pedras e troncos de árvores escavados foram descobertas ancestrais dos tambores, litofones e xilofones, também usavam apitos de osso e bambus talhados. O canto apresenta características próprias provenientes de cada grupo humano, que tem sua crença, herança histórica e linguagem típica, que permite um diferencial de nação. De acordo com cada raça foi desenvolvido um sistema fonético, que determinou uma maneira de cantar e influenciou na linguagem falada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

George Bizet (1838-1875)

Compositor francês, que não teve reconhecimento em vida, embora tenha conquistado o “Prêmio Roma”. Bizet tentou fazer sucesso dos 20 aos 30 anos. Após sua morte, pouco antes de completar 40 anos, foi reconhecido pela música incidental para teatro “L’Arlésienne” e a ópera “Carmen”. Suas composições eram melodiosas, pouco complexas e por serem simples tornavam-se memoráveis. Suas obras foram: seis óperas, música incidental para teatro, sinfonias, suítes, várias obras curtas para orquestra, peças para piano, canções e obras corais.
Algumas peças importantes:
Ópera “Os Pescadores de Pérolas” (1863) – “Au Fond du Temple Saint”: Fantasia tirada das “Mil e Uma Noites”, obra inconsequente sem dar importância ao que os duetistas, tenor e barítono, cantavam. Ópera “Carmen” (1875): História da sedutora e provocativa cigana chamada Carmen, contada pela sua paixão entre dois homens envolvendo assassinato e infidelidade. Foi à ópera do século XX, com canções entremeadas de recitativos (trechos falados). O ritmo era exótico e hispânico, habanera vem da palavra havana (capital da Cuba) que em espanhol é Habanera. Sinfonia: Sinfonia em dó maior (1855) – essa obra marca a época estudante de Bizet e por isso é leve, alegre, viva e obedece ao padrão dos quatro movimentos clássicos, mas tem a “roupagem’ orquestral do século anterior.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Apesar de ter composto a mais bela missa (em Si menor), foi protestante. Trabalhou como organista na Igreja de Anstadt, com magnífica sonoridade, porém Bach "enfeitava" os hinos que tocava durante os cultos, o que lhe causou muitas reclamações dos fiéis porque estes estavam acostumados com a mesmice de uma música simples. Segundo eles, a música ouvida era bastante variada e tinha sons estranhos que acabavam por confundir a congregação. Bach fora contratado por outra Igreja por um bom salário, na função também de organista, ele era bem tratado inclusive com direito a transporte. Mas desistiu do cargo e os membros do corpo administrativo respiraram aliviados, pois Bach era bastante exigente.
Sua personalidade era bem humorada e boêmia, considerado um homem do povo, robusto, simpático, forte e musculoso. Devido às histórias familiares de uma geração para outra, seu rival na época foi Jean Louis Marchand. Louis considerava-se o primeiro organista do mundo até aparecer o nosso Bach e propor um duelo musical com data e hora marcada, mas Jean não apareceu porque havia voltado para a sua adorada França e desta forma, Bach tornou sua reputação insubstituível.
Quando o sucesso lhe subiu a cabeça começou seu declínio musical e moral, suas composições perdem qualidades, engorda cada vez mais. A população não entendia que se tratava de um gênio, para eles bastava um organista que tocasse a música da igreja de forma simples e convencional. Bach foi organista em : Ohrdurf, Anstadt, Mülhausen, Lübick, Leipzig e músico na corte de Weimar, favorito do Rei Frederico "O Grande". Nesta fase Sebastian já estava velho e curvado mas seus dedos ainda eram jovens. O músico era muito brincalhão e vivia rodeado de jovens, quando seus alunos cansavam-se de seus monótonos exercícios, rapidamente escrevia prelúdios para serem tocados, acabava servindo como uma forma de relaxamento.
Na vida afetiva, casou-se duas vezes e teve 20 filhos. Dentre os 20, destacaram-se Johan Friedrich e Karl Emanuel, que herdaram a genialidade do pai. As composições de harmonias vocais eram livres, onde cada voz improvisava a sua própria melodia e as outras se confundiam numa unidade concordante. O segredo da harmonia só o exímio compositor sabia.
Aos 65 anos já estava no fim da sua vida musical, seus olhos fraquejavam e já era preciso ditar as composições. Faleceu durante à noite de um insulto apopléctico, mas sua morte ainda é questionável. A viúva gastou rapidamente as economias do falecido e depois de morta fora sepultada em vala comum devido às finanças. Sua música ficara esquecida num armário na sacristia de São João e quando um aluno de catecismo precisava de um pedaço de papel para embrulhar merenda ia direto ao armário e arrancava uma folha dos manuscritos de Bach. Enquanto Beethoven compunha sua Quinta Sinfonia, a última filha de Sebastian vivia os últimos dias de sua vida dentro de um asilo. A família teve um triste final.
Principais composições:
Peças para Coro: Paixão Segundo São Mateus; Paixão Segundo São João; Missa em Si menor; oratório de Natal: Baurern Cantata e Cafee Cantata
Peças Instrumentais: Concertos de Brandenburgo para orquestra(1-6); Concerto em estilo Italiano; Sonatas para violino e piano(1-6); Suítes para orquestra(1-4); Fantasia cromática e Fuga; Cravo Bem Temperado(livros I e II); Suítes francesas(1-6); Suítes inglesas(1-6); Variações "Goldberg"(1-32); A Arte da Fuga; Oferenda Musical para piano forte; Prelúdios; Fugas; Tocatas etc.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Curiosidades Musicais

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Tessitura: é a trama musical construída, a obra musical. Há três tipos de tessitura:
Tessitura Monofônica: única linha melódica sem acompanhamento, como o canto gregoriano;
Tessitura Polifônica ou Contrapontística: duas ou mais linhas melódicas executadas ao mesmo tempo;
Tessitura Homofônica: única linha melódica com acompanhamento de acordes.
Partitura de Orquestra: aparece na ordem dos quatro naipes (madeiras-metais-percussões-cordas), se houver harpa, vem entre percussão e coras e se houver vozes e instrumentos solistas, se encontra acima das cordas.
Partituras e Partes: cada músico possui apenas a “parte” da partitura total da música que irá executar.
Ária: significa “ar” do italiano. É canção para solista, normalmente, ópera, oratório ou obra vocal longa.
Arieta: ária de duração curta em óperas cômicas.
Cânon: obra musical em que os intérpretes usam a mesma linha de notas, começando em tempos diferentes, mas a música se encaixa no final. Uma voz segue a outra que segue a outra e assim por diante.
Cânone: plural de cânon.
Libreto: palavra italiana que significa livrinho, é a peço ou texto de uma obra.
Movimento: seção independente de uma obra mais extensa, como um concerto, sonata, suíte ou sinfonia.
Recitativo: são passagens, na ópera, meio faladas e meio cantadas, com acompanhamento simples de acordes ou notas longas sustentadas.
Afonia: perda momentânea da voz.
Bocca Chiusa: cantar com a boca fechada
Cantiga: ária popular ou versos musicados.
Cantinela: pequena canção.
Bel Canto: é a arte de cantar árias de uma ópera.
Cavatina: pequeno trecho de ópera em uníssono geralmente intercalado em um recitativo.
Falsete: acontece quando as cordas vocais tentam alcançar sons agudos “na voz de peito” e saem sons finos, dizemos que a voz gira.
Mezza –Voice: significa meia voz.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Renascença Musical (século XVI)

A Renascença Musical, propriamente dita, desenvolveu-se na segunda metade do século XVI, continuando, até meados do século XVIII, com Bach e Haendel no seio de uma sociedade aristocrática que se centraliza na França, na Itália, Na Inglaterra e na Alemanha. A evolução camerística será ressaltada, porém sua origem é dada como verdadeira somente no século XVII. No conceito histórico desta época a música possuia três estilos: Sacro, Dramático e Profano.
A música sacra era executana nas igrejas;
A música dramática, nas casas de ópera;
A música profana, em salões nobres destinados aos reis, príncipes e aristocratas.
No caso da música profana instrumental (solista ou em grupo), vocal pura (isto é, sem acompanhamento instrumental) e acompanhada como música camerística, para o seu desenvolvimento, dois fatores contribuíram:
1-A evolução das formas musicais como: a Canção, o Moteto, a Dança, o Madrigal, a Suíte, o Concerto e a Sonata como ponto culminante;
2- Os saraus organizados nas câmaras reais ou da alta nobreza onde a elite se reunia para apreciação da música.
Na França, a música da sociedade aristocrática era a "Chanson" cujo mestre era Clement JanneQuin (1475 a 1560); na Itália era o Madrigal (canção a 4 ou 5 vozes, cantadas por damas e cavalheiros) sem acompanhamento para o qual, mais tarde, foi admitido o Alaúde; o Madrigal é uma espécie de Moteto profano, música que dominava na corte de urbino onde príncipes, literatos e prelados reuniam-se para ouví-la. Na Inglaterra, onde cultivavam, a canção "Song" as composições musicais eram feitas para o Alaúde e para o Cravo. Esse século é designado como a idade do ouro dos estilos: harmônico, polifônico e fugado (em relação às canções que são melódicas, fáceis e suaves). Inicia-se o uso de barras de divisão, de compasso (o travessão) e as figuras da escrita musical que continuam em forma de losango.
Nesta fase a música instrumental pura inicia sua própria vida, com as composições especialmente feitas para o Alaúde, Órgão e o Cravo. É a arte totalmente aristocrática.
Os compositores camerísticos dessa época são:
ANDREA GABRIELI - (Veneza 1510-1586), com a "Tocata no Sexto Tom".
ANTONIO DE CABEZON - (Burgos 1510- Madrid 1566), obras musicais para instrumento de tecla, harpa e viola.
VICENZO GALILEI - (1520 -1591), Livro para o aprendizado de "Liuto".
ORLANDOS LASSUS MONS, (Hainat 1532- München 1594), madrigais.
JACQUES DE WERT (Wert 1535- Mântua 1596), canções e madrigais.
WILLIAM BIRD (Lincolnshire 1543- Essex 1623), compositor inglês de danças aristocráticas e populares. Foi o gênio da Renascença que dominou todos os gêneros musicais, deixando o estilo polifônico para se revelar prematuramente moderno através de suas composições, tanto para o Virginal como para os madrigais.
LUCA MARENZIO - (Brescia 1550- Roma 1589), cultivador da música Elisabetiana. O maior compositor italiano madrigalista.
GIOVANNI GABRIELI- (Veneza 1551-1612) foi inovador, revolucionário de sua época que soube revelar grandes artes polifônicas. Destacam-se entre as suas obras: "Canzoni per Sonar" e "Sonata Piano e Forte", obra essencialmente instrumental constituída de dois grupos de trombones que representam dois coros de vozes humanas, indispensáveis pela sua magnífica substituição e que até hoje são executadas com êxito. Foi um dos fundadores da Escola Veneziana.
CARLO GESUALDO (Nápoles 1560- 1614), príncipe de Venosa, dedicou-se à arte madrigalense de estilo heterogêneo; tanto usava o romantismo, como o cromatismo ou mesmo o atonalismo (iniciado pos Shoenberg somente muitos séculos depois), o que causou surpresa a muitos musicólogos da época. Essa sua excepcionalidade principiava o estilo barroco. Dedicava-se "modernamente" à combinações inebriantes de belos e novos sons. Foi tão extraordinário que Stravinsky (1882-1917) transcreveu em 1960, três dos seus Madrigais para Pequena Orquestra de Câmara), "Beltà poi che t´assenti", "Ascingate Ibegli Occhi" e "Ma tu, cagion di quella".
JOHN BULL - (Somerset 1562- Antuérpia 1628), composições para Cravo, Virginal, Viola e Órgão.
CLÁUDIO MONTEVERDI - (Cremona 1567- Veneza 1643), maestro na corte de Mântua, compositor, além de litúrgico e operístico também madrigalista fecundo destacando-se "Lagrime d' amante al sepolcro dell' amata (1638)".
GIROLANO FRESCOBALDI (Ferrara 1583- Roma 1643). Além de ser o maior organista do seu tempo, dedicou-se ao contrapontismo erudito concentrando-se na forma da Tocata para ressaltar mais a riqueza melódica de que eram dotadas as suas obras, em especial as suas fantasias. O seu pendor polifônico lhe permitia criar a forma do "Ricercare", passo inicial da forma Fuga; compôs Árias, "Canzoni per Sonar (5)", peças para Cravo e Virginal.
JOHN HERMANN SCHEIN (Saxônia 1586-Lipzig 1630), é o alemão que se destaca com sua composição "Banquetto Musicale" feita em 1617, para ser executada especialmente durante um banquete na corte. Esse compositor foi um dos primeiros que teve a ideia de reunir, uma pequena obra, várias danças da época, estilizando-as: era uma Suíte com "Sarabande", "Gigue", "Gavotte", "Bourré", "Minuet", "Alemande", "pavane" e outras. As sua suítes possuiásm uma técnica instrumental bastante desenvolvida e possuíam sentimento folclórico.
GIOVANNI BATTISTA FONTANA (1571-1630), com ele surge pela primeira vez a forma essencialmente camerística: Sonata. na Itália dominava a música instrumental para o Alaúde , o Cravo, a Guitarra, a Harpa, etc... (polifônicos); na Inglaterra destacavam-se o Alaúde e o Virginal. Os agrupamentos instrumentais eram definidos por pequenos conjuntos, para os quais os compositores compunham de acordo como possuíam á mão o número de instrumentos ou instrumentistas. Aparece nessa época a Tríade Tonal (base da tonalidade e da harmonia). Com o aperfeiçoamento do Violino, cuja forma definitiva foi dada nesse mesmo século, sugem composições para isntrumentos de arco (viola, violoncelo, violino e outros). A Música de Câmara não tem forma, propriamente dita, porque além de poder tomar todas as formas, é a música escrita para um pequeno número de instrumentos. De início a forma especialmente adotada com predileção foi a Sonata, forma mais simples de música instrumental, para ser executada por Violino ou eventualmente por Violoncelo, surgindo em oposição à Cantata. A princípio, a Sonata possuía as mais variadas formas, sem modelo fixo; era formada por várias partes, constituídas numa simples evolução sobre o tema. Denomina-se Tocata, quando escrita e executada por instrumentos de teclas (o Virginal e o Cravo).

domingo, 13 de junho de 2010

Pedro e Bino


Sucesso em Araraquara e toda região
A dupla, Pedro e Bino conquista cada vez mais seu espaço no competitivo mundo da música sertaneja. Um dos fatores que inclinam os irmãos para o sucesso é o profissionalismo de como encaram a carreira. Pensando nisso, buscam a produção adequada para suas apresentações, que vão desde a escolha do repertório, arranjos, gravação e mixagem, até o acabamento da programação visual. O estilo preza pelo bom gosto: “Sempre quisemos criar um estilo próprio e não copiar ou imitar. Por isso, não nos deixamos influenciar por ninguém”, explica Bino, que há 19 anos está no ramo da música e entretenimento. Pedro é piloto de avião e acredita que a profissão até ajuda, pois todos acham interessante um comandante de Boeing também ser cantor e integrante de uma dupla sertaneja. Eles escolheram o nome Pedro e Bino em homenagem ao seriado exibido na Rede Globo, explicam. Em 2007, gravaram o primeiro CD com produção artística de Carlos Randall, um dos mais consagrados nomes da indústria fonográfica sertaneja. Mas, foi a partir das faixas bônus, Mistério de Amor (Vampira) e Querubim, composições de Pedro, que a dupla despontou nas paradas de sucesso. Este ano, gravaram a música “Quero só você”, do compositor Araraquarense Javert. E para os fãs da dupla, em breve acontecerá a gravação do primeiro DVD, cujo título será “Carruagem”, composição de Pedro e que está sendo divulgada nas rádios da cidade, região e todo Brasil.

Visite: http://www.pedroebino.com.br/
Email: contato@pedroebino.com.br
Contato: 16 – 9114 9676
16 – 7813 0329
ID – 11 * 35090
Mariza Lanz
Araraquara - SP

Matéria publicada na Revista Perfil Araraquara

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Karinha (cantor que virou corretor)


José Luis, conhecido como "Karinha", é uma pessoa irreverente, criativa e versátil. Dentre as profissões que já desenvolveu a que mais atraiu a curiosidade das pessoas foi como cantor. Isso porque lançou um estilo próprio, que visa primeiramente levar alegria as pessoas com suas composições engraçadas de duplo sentido. Como forma de ampliar seu trabalho e fazer mais shows, gravou um CD independente, contendo 11 faixas onde o carro chefe do CD é o "Melô do Ricardão", canção que atenta aos maridos, sobre o perigo de ficar muito tempo fora de casa. Outra letra interessante é "Se eu cozinho eu não lavo", dentre outras mais. Atualmente, devido a falta de oportunidade e o valor baixo pago aos artistas de Ribeirão Preto, Karinha trabalha de corretor e nas horas vagas dedica-se ao seu hobby favorito, a música. Caso você goste de músicas diferentes esta é uma opção, adiciono o link do Youtube para que possa conhecer um pouco mais deste artista ribeirãopretano, que é o cara!


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saladão musical

Orquestra usa verduras e legumes para fazer um som
por Texto Anna Virginia Balloussier
Você gostava de brincar com a comida durante as refeições, mas sempre levava bronca dos seus pais por causa disso? Sinta-se vingado com a Orquestra Vegetal: um grupo de 11 músicos que usa verduras e legumes para fazer música. São flautas de cenoura, reco-recos feitos de nabo e talos de alho-porro – Stradivarius que nos perdoe – que dão um violino e tanto. O saladão sonoro começou em Viena, Áustria, em 1998, e desde então percorre Europa e Ásia em turnês cheias de frescura. No bom sentido, claro. É que, para o som sair legal, os instrumentos precisam estar fresquinhos – antes das apresentações, o grupo vai até a feira para comprar as matérias-primas.
Segundo o líder da orquestra, Ernst Reitermaier, o ideal é que os legumes sejam grandes e tenham bastante água dentro, pois isso resulta num som mais delicado. Entre uma música e outra, os instrumentos ficam descansando dentro de baldes (para que não sejam ressecados pela iluminação do palco). O grupo, que tem dois cds gravados, faz um som muito estranho, que parece uma mistura de jazz e música eletrônica – é possível ouvir algumas músicas emhttp://www.gemueseorchester.org/
. Ao final do show, em vez de quebrar guitarras no palco, a banda reaproveita parte dos instrumentos orgânicos. Depois de dar aquela “canja” no palco, a Orquestra Vegetal oferece outro tipo de sopa, literalmente: serve à platéia um caldão de vegetais. Ou seja: mesmo se você não gostar da música, pelo menos não vai embora para casa de barriga vazia.

Bravo!
Algumas invenções malucas que vão ao palco
FLAUTA DE PEPINO
Uma engenhoca multicolorida e multivegetal: além de pepino, tem pedaços de cenoura e pimentão. É a responsável pelos solos da orquestra.
BASTÕES DE ALHO-PORÓ
Esfregados um contra o outro, os dois talos fazem um som de fundo para encorpar o ritmo da música.
BERINJELA "CLAP"
A berinjela é fatiada e seus pedaços ficam pendurados. Quando ela é apertada, os pedaços batem e produzem um som de palmas. Sacou o “clap”?
CLARINETE DE NABO
Tem um som mais anasalado, e mais forte, do que a flauta de pepino.
“CHOCALHO” DE VERDURAS
TAMBOR DE ABÓBORABATE-BATE DE TOMATES

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cantar em público

PhotobucketUma das dúvidas que aparecem é saber quando se está realmente pronto para apresentar-se em público, seja num barzinho, baile, sarau, como backing vocal ou mesmo num show solo. O cantor sabe que existem exercícios que podem ajudá-lo a cantar cada dia melhor, exatamente, dia após dia, sem pressa nem ansiedade, com constância e disciplina. Não existe uma linha divisória entre os atos de "estudar" e o de "cantar em público". Ambos se complementam podendo caminhar juntos. Só acreditamos no estudo acompanhado da prática, seja ela formal ou não. O cantar em público permite que você entre em contato com situações diferentes daquelas da sala de aula. Nela só existe o aluno e o professor; é o momento de repetir, experimentar, tirar dúvidas etc... Numa apresentação em público, outras situações aparecem: a platéia a sua frente, condições técnicas (som, iluminação, tamanho do palco etc); é o momento de por em prática seus descobrimentos e tirar deles experiências, conscientizar-se de dificuldades e qualidades.
O palco é um lugar mágico, fascinante, e todas as pessoas tem a oportunidade de ocupá-lo devem fazê-lo com o máximo de respeito e honestidade consigo mesmo e com quem está ouvindo.
Cantar aquilo em que realmente se acredita. O canto reflete a alma. Idependente de você se sentir preparado ou não, aproveite o momento e entregue-se a música e não transforme sua apresentação num problema.. Aceite seus limites e faça tudo com muita calma e carinho. Tudo que é feito com verdade certamente terá boa receptividade do público.
Em dia de show, é muito comum antes de uma apresentação o cantor ficar resfriado, com dor de garganta ou outro tipo de doença relacionada com sua voz ou aparelho respiratório. Isso revela que a espectativa para tal apresentação foi mal canalizada.
Qual o lado bom da espera pela apresentação?
Muitos processos sao acelerados; com certeza você não faltará às aulas de canto, ensairá com a banda ou playback, estudará mais do que de costume, lapidando ao máximo o espetáculo como um todo. Como já escrevemos anteriormente, o processo de amadurecimento acontece passo a passo. Portanto, cuidado com o que você imagina que irá acontecer no dia de sua apresentação.A expectativa muito além do seu alcance pode gerar tensões, e, por consequência, sintomas indesejados.
Não esqueça que a técnica deve ser para o cantor uma conquista íntima, a ser interiorizada lentamente; portanto, no dia do show você deve se entregar de corpo e alma, com técnica, mas também com emoção.
Por mais agitado que esse dia possa ser, mantenha a calma e pense no que é necessário fazer para que tudo corra da melhor maneira possível durante a apresentação.
Seguimos agora algumas dicas práticas:
* Caso você tenha de "passar" o som à tarde, aproveite ao máximo para se familiarizar-se com o palco, mas não exagere cantando ou falando demais, economize energia.
* Chegue ao local da apresentação antes do horário, isso émuito importante para o seu equilíbrio.
* Faça um bom relaxamento.
* Solte as articulações, fazendo um alongamento suave.
* Repasse mentalmente todos os detalhes do show.
* Vista-se com um pouco de antecipação, é importante que você se sinta à vontade com a roupa e o sapato.
* Aqueça suavemente a voz com alguns exercícios respiratórios e vocalizes.
* Busque uma integação com toda a equipe (músicos, e técnicos).
* Se você está se sentindo nervoso (a), não se preocupe!, Cacilda Becker dizia que o nervosismo é sinal de respeito ao palco e dá sabor especial ao espetáculo.
* Bom Show!
* Após o Show não esqueça de beber água, para repor o líquido perdido.
* Se tudo não ocorreu da maneira que você esperava, relaxe e avalie de maneira sensata.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

" A vaia é uma manifestação. Pior seria a indiferença.
" Arnaldo Baptista (Mutantes)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Estilo Gospel lidera 2ª posição no mercado fonográfico brasileiro

O termo Gospel tem as suas origens na língua inglesa, e deriva de “God-spell”, que significa “boas novas”. A expressão é uma alusão à chegada de Cristo ao mundo, e disseminou-se na comunidade protestante negra americana, no começo do século passado. A origem deste estilo musical está nas músicas carregadas de tristeza cantadas por escravos negros norte-americanos ainda no século XIX. O estilo ganhou força entre os membros de igrejas protestantes negras nos EUA, no começo do século XX. Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Biblia Online
Cem anos depois, o termo abrange numerosos gêneros musicais cuja característica comum é o conteúdo das letras, que tratam de temas religiosos que engradecem o nome de Deus, sob a óptica cristã protestante. Segundo a professora Magali Cunha, da Universidade Metodista de São Paulo, “nos anos 2000, a música Gospel, nos EUA e no Brasil, passa a ser sinônimo de música contemporânea cantada nas igrejas”.
A professora diz que, nos últimos dez anos, houve um aumento significativo no número de bandas existentes no Brasil. Os gêneros musicais usados pelos grupos também se diversificaram. Segundo ela, esta expansão acontece por duas razões: “Por um lado, houve um aumento significativo do controle de meios de comunicação por parte de grupos evangélicos. Por outro, nos últimos quinze anos, os cristãos se tornaram um segmento de mercado, que atraiu numerosas empresas, entre elas, várias do mercado fonográfico, que no Brasil é o mais aquecido”, explica.
Atualmente, o segmento da música gospel é o segundo que mais vende no Brasil, atrás apenas do pop-rock, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (APBD), que reúne as maiores companhias fonográficas brasileiras. Em 2005, último ano em que há dados disponíveis, as vendas de discos gospel movimentaram cerca de 15 milhões de euros, quase oito por cento do total de 224,8 milhões de euros gerados pela venda de discos no país. Em 2006, segundo a mesma associação, a venda em geral caiu quase 28% no país, por causa da pirataria. No entanto, acredita-se, que o mercado gospel tenha sido o menos afetado.
Fonte: Elnet

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dicas aos cantores e profissionais da voz

1- Não abandone os exercícios respiratórios e de técnica vocal que são as bases de uma boa carreira e saúde vocal.
2- Uma voz bem trabalhada permite o domínio da expressão interpretativa.
3- Não desgastar a voz em brigas, gritos, telefonemas longos e ao falar em locais ruidosos. A competição sonora é comum nas grandes cidades. O esforço vocal é maior em agumas situações comuns no dia a dia - por exemplo: professor em classe barulhenta, falar em automóveis, ônibus, trens, metrôs, praias , danceterias, festas, etc. É aconselhável manter a intensidade vocal em um nível moderado em todas as situações.
4- Não cochichar ou sussurrrar, pois isso representa maior esforço vocal do que o necessário para a produção da voz normal.
5- Depois de conseguir uma boa empostação, ao cantar ou representar, esquecer a voz e ouvir o coração.
6- Ao primeiro sinal de resfriado: repouso vocal e alimentação adequada, na medida do possível.
7- A desintoxicação do organismo clareia a voz.
8- Usar roupas leves e folgadas permitindo a movimentação livre do corpo. Não apertar regiões do pescoço, onde se encontram a laringe e as pregas vocais, nem a cintura, pois aperta o diafragma, músculo muito importante para apoio respiratório.
9- O calçado deve ser confortável e seguro; nunca compre um novo e vá para o palco sem testar antes.
10- O sono descansa a voz. Uma noite bem dormida é muito importane, principalmente em véspera de show.
11- Cuidado com o ar condicionado, pois ele retira a umidade do ar, ressecando as pregas vocais. Se seu uso for imprescindível, aconselha-se a ingestão constante de água na temperatura ambiente.
12- Cuidado com os aquecedores de ar, pois o mecanismo de ressecamento é o mesmo do aparelho de ar condicionado, sendo também necessária a reposição de líquidos no organismo. Pode-se também utilizar recipientes contendo água para manutenção da umidade do ar.
13- As bebidas alcoólicas, fumo e drogas são prejudiciais, entre outras coisas, à voz.
14- Não ficar tomando remédios ou pastilhas por conta própria, só se recomendo por médico.
15- Não dê muita importância ao que os leigos comentam sobre sua voz. Ex: voz sensual (rouca), ou você é desafinado, não tem talento para cantar, voz de "taquara rachada". Procure um profissional da voz para esclarecer suas dúvidas.
16- Não acredite em tudo o que dizem que é bom para a voz, pois nem sempre é.
17- Não se deixe abalar por um fracasso ou por críticas venenosas.
18- É importante que o cantor estude música, teoria, história, solfejo, percepção, etc., para se integrar melhor no contexto do espetáculo também facilitar a comunicação com os músicos, podendo assim expressar melhor suas idéias musicais.
19- O espelho é um ótimo recurso para correção da emissão vocal. verificar em frente ao espelho os lábios, a língua, a expressão facial etc...
20- Saber ouvir é muito importante. Escutar discos e assistir a shows são atividades que enriquecem a vida do cantor.
21- É necessário ouvir outros cantores, mas cuidado para não imitá-los. Busque sua identidade vocal.
22- Articule cuidadosamente ao falar - isso requer menos esforço vocal para fazer-se ouvir.
23- O artista deve ter uma vida interior intensa; que seus pensamentos sejam nobres, harmoniosos e positivos. Viva um pouco acima da realidade.
24- O orgulho e a vaidade são dois sentimentos nocivos ao cantor (a).
25- Cultive a humildade, tendo consciência de suas qualidades e limites.
26- Devemos nos cuidar, mas sem exagerar. O exagero fará do cantor uma pessoa incômoda às outras.
27- O equilíbrio entre mente, corpo e espírito reflete um cantor harmonioso.
"Enviar Luz à profundeza do coração é dever do artista".
Robert Schumann

Pêndulos protetores

Trata-se de punhados de ervas ou outros produtos naturais que se penduram sobre o altar ou em seu perímetro para proteger e consagrar o a...